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Negócio da MK Premium de vento em popa: já investiu 66% do valor previsto para 2019

Um dos edifícios comprados pela empresa em Portugal / MK Premium
Um dos edifícios comprados pela empresa em Portugal / MK Premium
Autor: Redação

A empresa espanhola MK Premium, que opera em Portugal e Espanha, completou nos primeiros quatro meses do ano várias operações para gestão patrimonial, no valor de 9,9 milhões de euros. Trata-se de um montante que representa 66% do investimento previsto para todo o ano de 2019. 

“A MK Premium ultrapassou as suas expectativas, nestes primeiros meses do ano, depois de impulsionar uma nova estratégia empresarial para 2019, com o objetivo de ampliar a sua carteira patrimonial”, refere a empresa em comunicado. 

Para Daniel Veiga, sócio fundador da MK Premium, “prevê-se uma desaceleração paulatina do mercado ao longo dos próximos anos”. “Agora é o momento de detetar oportunidades e apostar em imóveis que nos possam oferecer um rendimento a longo prazo. Apesar de também dispormos de propriedades de rotação, estamos muito satisfeitos com o trabalho realizado, já que em pouco tempo fechámos várias operações, em zonas de grande procura habitacional, tanto em Espanha como em Portugal. Não pensávamos atingir esta cifra nesta altura do ano, já que dependemos em grande parte do valor de mercado. De modo que, ao manter-se esta tendência, poderemos avaliar uma ampliação do investimento destinado à gestão patrimonial”, adiantou.

A empresa previu, para este ano, um investimento total de 30 milhões de euros para compra de ativos imobiliários, 15 milhões em Madrid e Barcelona e 15 milhões em Lisboa e Porto, dos quais 50% deste orçamento é destinado à aquisição de ativos para ampliar a sua carteira patrimonial. Até à data já investiu 75% da previsão inicial em Espanha (5,65 milhões de euros) enquanto em Portugal atingiu 57% (4,25 milhões de euros). 

Sobre a operação a nível nacional, onde a empresa já comprou 10 imóveis – seis na capital e quatro na Invicta –, Daniel Leiva é perentório: “Os edifícios de Portugal iniciarão, em poucas semanas, as obras de reabilitação, tanto interior como exterior, e prevemos iniciar a sua comercialização, em qualidade de arrendamento, depois do verão”.

Com as propriedades adquiridas em Lisboa e, principalmente no Porto, a empresa prevê obter uma rentabilidade anual próxima a 20%.