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Frente Ribeirinha de Lisboa vai mudar com novo mega projeto

Câmara apresenta quarta-feira o Projeto de Reabilitação da Frente Ribeirinha Central.

Helio Dilolwa/Unsplash
Helio Dilolwa/Unsplash
Autor: Redação

A renovação da zona ribeirinha de Lisboa é uma das apostas da Câmara Municipal de Lisboa (CML). Uma extensa zona da capital, de resto, que não parece estar a passar ao lado dos investidores imobiliários. Esta quarta-feira (27 de novembro de 2019), a CML e a Associação Turismo de Lisboa (ATL) dão a conhecer o Projeto de Reabilitação da Frente Ribeirinha Central. 

“Este projeto está a dotar a cidade de condições únicas para a atividade marítimo-turística, o transporte público fluvial entre as duas margens do rio e a criação de espaços de lazer e equipamentos”, refere a autarquia em comunicado, salientando que a cerimónia de apresentação do projeto – realiza-se às 10h, na Sala de embarque do Terminal da Transtejo/Soflusa (Terreiro do Paço) – contará com a presença de Fernando Medina, presidente da CML, e José Luís Arnaut, presidente-adjunto da ATL.

Recentemente, em julho – com o anterior Governo –, foi notícia a existência de um projeto, denominado Ocean Campus, que promete juntar a capital ao concelho de Oeiras. Um projeto de requalificação que (também) é revelador do interesse da autarqiua em dar “mais vida” à zona ribeirinha da capital.

O mesmo, a decorrer entre Pedrouços (junto à Fundação Champalimaud) e a Cruz Quebrada (Oeiras), na zona ribeirinha ocidental da cidade, surge na sequência de um investimento público-privado na ordem dos 300 milhões de euros, a realizar até 2030. Prevê, por exemplo, a construção de uma marina, de espaços para empresas e centros de investigação, de restaurantes e de um hotel.

Na parte mais oriental da cidade, destaque para as zonas do Beato e de Marvila, que também estão a “ganhar uma segunda vida”. A primeira com o surgimento do Hub Criativo do Beato, que está a nascer nas antigas instalações da Manutenção Militar – ala Sul, num antigo complexo fabril do Exército Português com cerca de 20 edifícios distribuidos por 35.000 metros quadrados (m2). Já a requalificação de Marvila passa, por exemplo, pela construção do mega empreendimento Prata Riverside Village – são, ao todo, 12 edifícios que vão nascer naquela zona da capital, “colada” ao Parque das Nações. Também aí, na zona da Matinha, vai surgir um outro empreendimento residencial, igualmente pela mão da VIC Properties.