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Megaprojeto na “nova” Comporta arranca em dezembro

Trabalhos de infraestruturas do primeiro de dois lotes, o Torre, está prestes a começar, estando avaliado em 850 milhões de euros.

Vanguard Properties
Vanguard Properties
Autor: Redação

A “nova” comporta está em vias de começar a nascer. O megaprojeto projeto do consórcio formado pela promotora imobiliária Vanguard Properties (VP) e pela Amorim Luxury (AL) arranca em dezembro, com os trabalhos de infraestruturas para os 365 hectares do lote Torre-Terras da Comporta, em Grândola, que em conjunto com o Dunas, em Alcácer do Sal, integra o projeto que está a ser desenvolvido na zona. Em causa está um investimento total estimado em 2.300 milhões de euros.

“Decidimos fazer todos os trabalhos de infraestrutura do Torre de uma só vez. A pandemia não comprometeu os ‘timings’ do projeto”, disse José Cardoso Botelho, diretor-geral da VP, citado pelo Expresso, adiantando que o prazo de conclusão das obras é de dois anos e o valor total da empreitada ronda os 30 milhões de euros.

Segundo José Teixeira, presidente e fundador do DST, o grupo de construção que venceu o concurso para a realização da empreitada, “o estaleiro começa a ser montado assim que for assinado o contrato, aproveitando as sinergias” existentes na região. Já a fiscalização da obra foi entregue à Tecnoplano.

Avaliado em 850 milhões de euros, o Torre é um projeto misto, com componentes hoteleiras, residencial, cultural e desportiva. Para os 365 hectares de terreno está prevista a construção de 245 moradias, de três aldeamentos turísticos com cerca de 440 unidades de alojamento, de dois hotéis (um 210 quartos e outro com 225) e de dois aparthotéis (178+263 unidades de alojamento), entre outros equipamentos, escreve a publicação.

Cabe à Saraiva e Associados fazer a coordenação geral do empreendimento, senso serão contratados arquitetos nacionais e internacionais para desenvolver em conjunto os projetos, revelou Miguel Saraiva.

“São 289.000 m2 de construção, mas está a ser equacionado reduzir substancialmente a ocupação aprovada no plano de pormenor. [O projeto é] uma maratona e não um sprint”, disse o arquiteto, citado pelo semanário. 

Para José Cardoso Botelho, a integração na paisagem, o uso de materiais sustentáveis, a utilização de energia solar da forma mais eficiente possível e o respeito pelo ambiente são alguns dos trunfos do empreendimento, que terá uma estação de tratamento de efluentes cuja água tratada servirá para regar as zonas verdes.