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Grupo português Endutex é o misterioso dono do edifício Rialto, o primeiro arranha-céus do Porto

Edifício de escitórios foi comprado ao Grupo Ageas. Vai sofrer obras de remodelação, tendo atualmente uma taxa de ocupação de 74%.

Ageas
Ageas
Autor: Redação

Soube-se, em novembro de 2020, que o edifício Rialto, considerado o primeiro arranha-céus do Porto, tinha deixado de integrar o portefólio do Grupo Ageas, mas na altura não foi revelado o nome do novo proprietário do imóvel. Sabe-se, agora, que foi comprado pelo grupo português Endutex, especializado em têxteis técnicos e que também tem negócios ligados ao setor imobiliário e à hotelaria. Trata-se de um edifício de escritórios construído em 1945, com assinatura do arquiteto Rogério de Azevedo, que tem oito andares, loja, sobreloja, cave e uma área bruta de construção de 6.688 metros quadrados (m2).

Citado pelo Expresso, André Ferreira, a administrador do grupo Endutex, revela que o prédio irá sofrer obras de remodelação, tendo atualmente uma taxa de ocupação de 74%.Queremos fechar o ano nos 90%”, diz, salientando que a procura tem sido dominada pelo setor da saúde.

Este não é o único ativo de escritórios que o grupo tem em carteira, tendo-se estreado neste segmento com o projeto District, na zona da Batalha, também no Porto. A empresa detém ainda os edifícios a Torre, em Oeiras (Lisboa), e Minerva, também na Invicta

Segundo a publicação, a par da carteira de investimentos de 35 milhões de euros no segmento de escritórios, numa área total superior a 26.000 m2, o grupo Endutex criou dois parques empresariais em têxteis falidas da região do Vale do Ave e continua a apostar na hotelaria, com a marca Moov, onde a carteira de investimentos ronda os 50 milhões de euros. Atualmente a empresa tem quatro hotéis em Portugal, mas terá mais um, localizado no Parque das Nações, em Lisboa, e tem ainda três novos projetos a avançar em Braga, Campanhã/Porto e Matosinhos Sul). 

Na calha está a possibilidade do grupo apostar no conceito de aparthotel, com a marca Moov Apartaments. Está previsto haver uma unidade na Avenida da Boavista, no antigo Centro Comercial Boavista, com zona comercial incluída, outra na vizinhança do Moov localizado junto ao NorteShopping, em Matosinhos, e outra também em Matosinhos, mas perto do mar, conjugado com o hotel.

Estamos mais uma vez a diversificar, atentos a novos segmentos de procura, a pensar numa proposta eficiente para captar famílias e clientes que precisam de períodos mais longos de ocupação, mas que ainda não está muito presente em Portugal”, adianta André Ferreira.