Ir de Loures a Lisboa junto ao Tejo num percurso com 6,2 kms que “é mais que um passadiço”

Passadiço de madeira ficará assente em estacas e elevado em relação ao sapal. Estrutura deverá estar concluída em 2023.
Ir de Loures a Lisboa junto ao Tejo num percurso com 6,2 kms que “é mais que um passadiço”
Via atelier Topiaris

A possibilidade de atravessar o sapal do Tejo, unindo o topo norte do Parque do Tejo e do Trancão, em Loures, ao rio, é uma possibilidade que vai sair do papel. Em causa está um passadiço de madeira com 6,2 quilómetros de extensão que ficará assente em estacas e elevado em relação ao sapal, para não perturbar o rico ecossistema e para que não fique submerso em caso de cheias. Já foi aprovado em câmara o lançamento do concurso público para a empreitada, no valor de 7,2 milhões de euros, prevendo-se que a estrutura esteja pronta a tempo da Jornada Mundial da Juventude, em 2023.

Isto é mais que um passadiço”, diz Tiago Matias, vereador da Câmara Municipal de Loures, citado pelo Público. “Vamos andar por cima de uma zona húmida com características ecológicas únicas”, acrescenta.

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Segundo o vereador, se tudo correr como desejado, será possível, dentro de dois anos, ir de Cascais a Vila Franca de Xira a pé ou de bicicleta sempre junto ao Tejo. É preciso fazer, no entanto, duas coisas para que tal seja possível: uma ponte sobre o Trancão que Lisboa se encarregou de “tratar” e construir o percurso daí em diante até à zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria.

Já a arquiteta paisagista Catarina Viana – do atelier Topiaris –, autora do projeto, considera que o sapal do Tejo é “um sítio absolutamente incrível” e com “imenso valor ecológico”, que passará a estar acessível. “A cinco minutos do Parque das Nações parece que estamos a duas horas”, comenta, citada pela publicação.

De acordo com o Público, foi aprovado em câmara, no dia 10 de março de 2021, o lançamento do concurso público para a empreitada, no valor de 7,2 milhões de euros, para o qual a autarquia teve de contrair um empréstimo bancário. Tiago Matias acredita que a obra possa arrancar ainda este ano para estar pronta a tempo da Jornada Mundial da Juventude, que foi adiada para 2023.

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