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Lisboa no top dez das cidades europeias mais atrativas para investir em imobiliário em 2021

Londres lidera a lista e as alemãs Berlim e Frankfurt, por esta ordem, completam o pódio, segundo um estudo da consultora CBRE.

Photo by Oliver Frsh on Unsplash
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Autor: Redação

Lisboa é uma das dez cidades europeias mais atrativas para investir em imobiliário em 2021, ocupando precisamente a décima posição. A capital portuguesa integra uma lista que é liderada por Londres (Reino Unido). As alemãs Berlim e Frankfurt ocupam o segundo e terceiro lugares do pódio, respetivamente. Esta é uma das conclusões a retirar do relatório EMEA Investor Intentions Survey 2021, divulgado esta segunda-feira (19 de abril de 2021) pela CBRE. 

Segundo a consultora imobiliária, “apesar do cenário pós-Brexit, a capital britânica mantém a sua relevância enquanto cidade com maior atratividade para o investimento imobiliário na Europa”. “Com quatro cidades na lista das dez preferidas dos investidores, a Alemanha deverá liderar a recuperação do investimento na Europa”, refere a CBRE, em comunicado.

EMEA Investor Intentions Survey 2021 (CBRE)
EMEA Investor Intentions Survey 2021 (CBRE)

O relatório conclui anda que, no panorama geral, cerca de 60% dos investidores europeus planeia investir mais em imobiliário este ano que em 2020, marcado pela chegada da pandemia da Covid-19. De referir, ainda, que a maioria dos investidores (quase 75%) indicou querer comprar 10% ou mais este ano em comparação com o ano passado, isto apesar de haver algumas diferenças percetíveis entre os vários países. No Reino Unido, por exemplo, mais de 80% dos investidores manifestaram vontade de investir mais capital, de acordo com o estudo.

Muito se tem falado no facto do teletrabalho ser cada vez mais uma tendência a ter em conta num cenário de futuro, no entanto, os escritórios foram considerados a classe de ativos preferida dos investidores europeus. 

35% dos inquiridos indicaram que a área dos escritórios é a preferida dentro do setor imobiliário, refletindo um sentimento positivo do mercado sobre o futuro dos escritórios de qualidade (Classe A). Por outro lado, o setor residencial ganha cada vez mais importância ao ser destacado como a segunda classe de ativos imobiliários mais popular, com 24% das intenções, seguido do setor industrial e logístico com 22%. Assim, os escritórios Classe A, o industrial e logístico e a habitação são os setores onde se espera que os preços permaneçam mais fortes (…)”, lê-se no documento.

Citada na nota enviada às redações, Cristina Arouca, diretora da área de Research da CBRE Portugal, revela que o investimento em imobiliário comercial arrancou timidamente no país em 2021, “devido ao confinamento geral a que o país ficou sujeito, incluindo restrições relativamente a viagens e realização de visitas a imóveis, refletindo-se num forte abrandamento da atividade de investimento durante os três primeiros meses do ano”. 

Nuno Nunes, diretor de Capital Markets da CBRE Portugal, considera que continua a haver um elevado interesse pelo mercado imobiliário nacional e antevê, nesse sentido, um segundo semestre bastante dinâmico: “Portugal está perfeitamente dentro do radar da comunidade internacional de investimento e, a nível nacional, prevemos evoluções muito positivas na capacidade de investimento dos ‘players’ locais. Existem atualmente mais de 2.400 milhões de euros de ativos em comercialização ou com processos em curso para serem lançados a mercado em breve, levando-nos a antecipar um volume de investimento para o ano de aproximadamente 2.600 milhões de euros. Sendo um montante ligeiramente abaixo do observado no ano passado (de 2.900 milhões de euros), é ainda bastante relevante para o mercado nacional”.