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Abanca recusa vender Dolce Vita Miraflores a preço de saldos – rejeitadas duas ofertas

Foram feitas duas ofertas pelo centro comercial, mas muito abaixo do valor mínimo fixado: 5,3 milhões de euros.

Dolce Vita Miraflores
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Autor: Redação

Está enguiçada a venda do Dolce Vita Miraflores, situado em Oeiras, às portas de Lisboa. Após três tentativas de alienação falhadas, o credor hipotecário do ‘shopping’ – o primeiro da falida marca de centros comerciais a abrir em Portugal e o único que ainda não mudou de nome –, o banco espanhol Abanca, terá agora de decidir se o ativo continuará “no mercado” ou passará a integrar o seu balanço. Isto depois de ter rejeitado as duas últimas ofertas que recebeu.

O abanca, recorde-se, continua com o Dolce Vita Miraflores em carteira e com um buraco de créditos que ascende a cerca de 36 milhões de euros, escreve o Jornal de Negócios. Trata-se de um centro comercial que foi inaugurado em outubro de 2002 e que foi o primeiro da marca Dolce Vita a abrir em Portugal: tem uma área bruta locável de quase 6.000 metros quadrados (m2) e um parque de estacionamento com 300 lugares.

Segundo a publicação, o prazo para a apresentação de propostas de compra do Dolce Vita Miraflores terminou a 28 de maio de 2021, tendo sido feitas duas ofertas, mas muito abaixo do valor mínimo fixado, que era 5,3 milhões de euros. A ‘private equity’ portuguesa Atena ofereceu 2,8 milhões de euros e a White Sand Capital Portugal um valor ainda mais baixo, 2,4 milhões de euros.

De referir que a White Sand Capital Portugal comprou, no final de 2019, o Dolce Vita Ovar, entretanto rebatizado como Vida Ovar, por cerca de sete milhões de euros. Um negócio adjudicado pelo mesmo credor hipotecário, o Abanca, que reclamava créditos de 21,8 milhões de euros neste ativo também herdado das operações da Novacaixagalicia, refere o Jornal de Negócios.