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Hostel JAM Lisboa e hotel JAM Porto nascem pela mão do belga Nelson Group

Em causa está um investimento total, nas duas unidades, de cerca de 38 milhões de euros.

Assim será o JAM Lisboa, que está a nascer na Avenida 24 de Julho / Nelson Group / © by A2M sprl
Assim será o JAM Lisboa, que está a nascer na Avenida 24 de Julho / Nelson Group / © by A2M sprl
Autor: Redação

Foi em 2015 que o belga Nelson Group entrou em Portugal, tendo comprado um antigo edifício de escritórios à Estamo em Lisboa, na Avenida 24 de Julho, por cerca de 5,5 milhões de euros. É aí que vai nascer o hostel JAM Lisboa, que deverá ter 100 quartos e 347 camas. Em causa está um investimento global, neste projeto, de cerca de 20 milhões de euros, aos quais se somarão outros 18 milhões na unidade JAM Porto, um hotel com 130 quartos e cerca de 300 camas que vai nascer em Gaia.

Segundo o Jornal de Negócios, o JAM Lisbon terá cinco pisos acima do solo e 6.500 metros quadrados (m2) de área de construção. As obras já arrancaram e o hostel deverá abrir “em maio ou junho” de 2022, adiantou Carlos Morgado, representante do Nelson Group em Portugal. 

O responsável revelou, de resto, que o JAM Lisbon será “o primeiro hotel (hostel, neste caso) passivo de Portugal”. Será, por isso, um edifício “que combina, de uma forma substancialmente otimizada, conforto térmico, qualidade do ar interior e baixo consumo de energia, sem variações sensíveis no valor do investimento inicial”, explicou, salientado que, comparativamente com um imóvel “normal”, o passivo “permite poupanças energéticas de até cerca de 85%”. 

Mais a norte, em Gaia, vai nascer o JAM Porto, num terreno que o Nelson Group comprou, em 2018, por 3,5 milhões de euros. Ao todo, neste projeto, a empresa conta investir aproximadamente 18 milhões de euros. Trata-se de um hotel “três estrelas” – também passivo – que “irá ter, em princípio, 130 quartos e aproximadamente 300 camas, num edifício com 11 pisos – e não 12, como aparece nas imagens iniciais do projeto –, com cerca de 7.000 m2 de área de construção”, contou Carlos Morgado, citado pela publicação.

“O hotel está concebido para ter uma residência artística no piso térreo, com meia dúzia de estúdios, pelo menos, onde os artistas irão poder residir e trabalhar, durante 15 dias ou um mês, ainda não está definido. De acordo com o programa que iremos lançar, que será dirigido a artistas portugueses e estrangeiros, em regime de rotação, a ideia passa por ver os artistas produzir e vender a sua arte aqui mesmo (…)”, explicou.