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Como contornar o fim dos vistos gold? Através de fundos e apartamentos turísticos

Investidores estrangeiros terão mais dificuldade em obter um visto gold a partir de janeiro de 2022, visto que haverá novas regras.

Como contornar o fim dos vistos gold?
Photo by Svetlana Gumerova on Unsplash
Autor: Redação

Os investidores estrangeiros vão ter mais dificuldade em obter um visto gold a partir de janeiro de 2022, tendo o Governo colocado um travão a este regime. Os promotores imobiliários estão, no entanto, a encontrar formas de “contornar” a situação, permitindo que esses mesmos investidores adquiram imóveis e consigam, assim, ver concedido o Golden Visa. Como? Através de fundos de investimento e de apartamentos turísticos

“As pessoas têm readequado a forma de investir e fazem-no através de fundos de investimento. Houve muitos promotores a criarem fundos de investimento, de private equity, que permitem ao investidor continuar a investir onde quiser”, disse Hugo Santos Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), citado pelo ECO. 

Segundo escreve a publicação, os promotores imobiliários constituem estes fundos de investimento e colocam na carteira imóveis, o que permite que um investidor estrangeiro subscreva unidades de participação (UP) deste fundo. Desta forma, por um mínimo de 500.000 euros obtêm um visto gold.

“A desvantagem é que, no fundo, o investidor não compra a propriedade direta [do imóvel], mas sim uma UP. Não há uma compra direta do imóvel, nem é propriedade plena, mas acaba por ser proprietário de um imóvel”, explicou Hugo Santos Ferreira.

Outra forma de contornar o travão imposto pelo Executivo ao programa passa pela transformação de imóveis de Alojamento Local, que eram considerados habitação, em apartamentos turísticos, adiantou uma fonte do mercado imobiliário, salientando que esta modalidade não se insere no residencial e continua a dar acesso ao visto.

Os apartamentos turísticos são uma modalidade que permite ao comprador adquirir um imóvel, do ponto de vista do investimento, e passar duas ou três semanas por ano lá, sendo que no resto do tempo este é arrendado para fins turísticos, escreve o ECO.