O mercado logístico em Portugal acaba de demonstrar a sua capacidade para atrair novos investidores com estratégias de longo prazo. Recentemente, um investidor internacional de relevo adquiriu à Blackstone um portefólio de oito ativos logísticos na região de Lisboa, com cerca de 96.000 metros quadrados (m2) de área bruta locável e 208.000 m2 de terreno.
Estes ativos destinam-se a atividades de armazenamento e distribuição, incluindo operações de ‘last mile’, tendo como principal vantagem a localização estratégica, uma vez que beneficiam de proximidade às principais vias rodoviárias da Área Metropolitana de Lisboa.
A entrada deste novo investidor no mercado nacional revela a crescente tendência da rotação de portefólios por parte de investidores institucionais globais, que procuram materializar valor depois de um longo período de crescimento das rendas. A reduzida taxa de desocupação, a escassez de ativos de qualidade institucional e a pressão contínua sobre o crescimento das rendas prime têm sustentado a forte procura por parte de investidores internacionais.
Nesta transação, avaliada em cerca de 90 milhões de euros, a Blackstone foi assessorada pela consultora CBRE, em regime de exclusividade. O sucesso da venda confirma a integração do setor logístico nas estratégias pan-europeias de alocação de capital e consolida a posição de Portugal como um mercado core+ em expansão no panorama logístico europeu.
“Temos muito orgulho em ter participado nesta transação de referência num processo complexo, em que gerimos desde a preparação dos ativos até à conclusão da transação. Mais do que a dimensão financeira da própria operação, esta aquisição evidencia a crescente relevância de Portugal nas estratégias pan-europeias de alocação de capital. A capacidade de atrair um novo proprietário e operador internacional de ativos logísticos através de um portefólio desta dimensão reflete não só a qualidade dos ativos, mas também a crescente liquidez do mercado português de investimento logístico”, refere, em comunicado, João Duarte Silva, Diretor de Industrial & Logistics Capital Markets da CBRE Portugal.
Já Nuno Torcato, Head of Industrial & Logistics da CBRE Portugal, sublinha o facto de o mercado logístico português continuar a beneficiar de “uma forte procura por parte dos ocupantes, da reduzida disponibilidade de espaços modernos de armazenamento e da escassez persistente de ativos de qualidade institucional”, afirmando que “são estes fundamentos que têm sustentado o crescimento das rendas nos principais corredores logísticos e que reforçam a atratividade do setor sob uma perspetiva de longo prazo”.
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