Portugal voltou a registar mais partos em 2025, invertendo a quebra observada no ano anterior. No total, realizaram‑se 87.130 partos, mais 3.071 do que em 2024, o que corresponde a um aumento de 3,7% e a recuperação da tendência de crescimento iniciada em 2022. O Norte do país foi decisivo para esta evolução: quase metade deste acréscimo nacional veio desta região, que sozinha respondeu por perto de 30% de todos os partos.
De acordo com o INE, a região Norte registou um aumento de 5,9% no número de partos entre 2024 e 2025, contribuindo com 1,8 pontos percentuais para a subida global de 3,7%. Também o Centro, a Península de Setúbal e os Açores apresentaram crescimentos em torno de 5%, enquanto apenas a Madeira contrariou a tendência, com uma descida de 3,3%. Do total de partos, 99,7% foram de mães residentes em Portugal, concentradas sobretudo no Norte (29,8%) e na Grande Lisboa (25,6%), seguindo‑se Centro, Península de Setúbal e Oeste e Vale do Tejo.
O retrato dos nascimentos mostra ainda o peso crescente das mães estrangeiras e da maternidade em idades mais avançadas. Segundo a mesma fonte, a proporção de partos de mulheres de nacionalidade estrangeira subiu de 26,3% para 28,8% em 2025, com maior expressão em municípios do Algarve e da Grande Lisboa, e destaque para o Brasil, que representa 10,5% de todos os partos. Nos últimos 20 anos, a idade das parturientes também tem subido: a fatia de mães com 35 ou mais anos passou de 17,2% em 2003 para 32,0% em 2025, sinal de que os projetos de parentalidade estão a ser adiados, mesmo num ano em que o número total de partos voltou a crescer.
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