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Metade das famílias com filhos menores vive com menos de mil euros por mês

Autor: Redação

Metade das famílias portuguesas com filhos menores vive com menos de mil euros por mês e 18% não consegue pagar a prestação da casa e as contas da água, luz e gás. Em causa está um estudo da Deco – Associação para a Defesa dos Direitos do Consumidor sobre o orçamento familiar. Entretanto, a Pordata revelou que quase 700 mil pessoas recebem o salário mínimo nacional (505 euros).

“Metade destes agregados [com filhos menores] sobrevive com menos de mil euros por mês, não sendo difícil presumir que muitos dos elementos trabalhadores ganhem apenas o salário mínimo nacional, ou até menos”, conclui a Deco.

Segundo o Diário Económico, que se apoia nos dados da Deco – o inquérito estatístico será publicado na edição de novembro da revista Dinheiro & Direitos –, cerca de dois terços das famílias vivem com o peso de um crédito à habitação, havendo ainda quem tenha, ou acumule, empréstimos para outros fins (compra de carro ou de mobília, por exemplo). O estudo concluiu ainda que “o estado das finanças domésticas deteriorou-se, nos últimos anos, para muitas destas famílias”.

O inquérito da Deco revelou ainda que muitas destas famílias têm dificuldade em pagar as contas. Em causa estão a eletricidade, gás, água e seguros (86%), o empréstimo ou renda da casa (83%), outros encargos como alimentação, vestuário e combustível (79%), a educação dos filhos (75%), créditos para compra de carro e/ou outros bens (73%) e cuidados de saúde (62%).

674 mil pessoas recebem o salário mínimo

Entretanto, e segundo dados – de 2014 – do Ministério da Economia que foram compilados e disponibilizados pela Pordata, há 674 mil portugueses a ganhar o salário mínimo nacional no país. Pesam cerca 19,6% no total de empregados por conta de outrem e têm vindo a aumentar.

“Em 2014, a percentagem de trabalhadores por conta de outrem com salário mínimo nacional subiu mais de 7% em relação a 2013, estando agora nos 20%”, sublinhou o portal de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, em comunicado.

De acordo com o Diário Económico, fazendo a conta aos 19,6% de um total de 3,4 milhões de trabalhadores por conta de outrem registados no ano passado em Portugal continental, verifica-se que são quase 700 mil os que ganham o salário mínimo. Destes, cerca de 30 mil trabalham no universo das Administrações Públicas, escreve a publicação.

De referir que o aumento do salário mínimo é um dos pontos que está a ser negociado entre PS, BE e PCP, com os comunistas a defenderem um aumento para os 600 euros já em 2016.