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Desempregados inscritos nos centros de emprego em mínimos de 16 anos

Autor: Redação

O número de desempregados registados nos centros de emprego baixou 20,6% em julho face ao mesmo mês do ano passado para 330.587, renovando mínimos dos últimos 16 anos. Em causa estão dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que permitem ainda concluir que o número de inscritos baixou 0,5% (menos 1,8 mil) num mês, ou seja, face a junho.

Segundo a Lusa, que se apois nos referidos dados, o total de desempregados registados em julho foi inferior ao verificado no período homólogo, havendo menos 85,7 mil inscrições, o equivalente a uma descida de 20,6%. Uma tendência que também se verificou em termos mensais, havendo em julho menos 1,8 mil pessoas inscritas no IEFP que em junho.

A contribuir para a redução, em termos homólogos, está a diminuição dos homens desempregados (-43.362), dos adultos com idade igual ou superior a 25 anos (-72.340), dos inscritos há um ano ou mais (-51.175), dos que procuravam um novo emprego (-73.500) e ainda dos que têm o ensino básico (-19.916) e o ensino secundário (-18.750), conclui o IEFP.

De referir que o número de jovens desempregados em julho (31,1 mil) equivalia ao número mais baixo em pelo menos quase 30 anos. Já o número dos desempregados de longa duração (160,5 mil) é o mais baixo desde o início de 2009, escreve a Lusa.

Governo otimista

Para Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego, estes dados são “consistentes com outros elementos que têm vindo a ser publicados”, nomeadamente a descida da taxa de desemprego no segundo trimestre de 2018 para 6,7% e o crescimento do emprego acima dos 2%. 

“Este crescimento do emprego foi todo ele conseguido à custa do trabalho por conta de outrem em particular trabalho em contratos sem termo e com aumentos salariais muito significativos na ordem dos 4%, o que significa que há também uma melhoria de indicadores da qualidade do mercado de emprego”, salientou, enaltecendo que o “ritmo de diminuição do desemprego foi ainda mais forte entre os jovens, onde chegou aos 30%, e nos desempregados de longa duração, onde a diminuição foi de 24,2%”.