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Comunicar desde casa: cuidados extra para evitar comprometer a segurança

A videoconferência é uma ferramenta de teletrabalho e social muito utilizada. Mas há regras a ter em conta para reduzir riscos para a família.

Photo by Gabriel Benois on Unsplash
Photo by Gabriel Benois on Unsplash
Autor: Redação

As casas de muitos trabalhadores transformaram-se, por estes dias, nos escritórios de várias empresas. Desde que foi decretado o estado de emergência no país, por causa do coronavírus, e recomendado o confinamento, que as reuniões passaram a ser feitas à distância, através de várias plataformas de videoconferência. E estas ferramentas de contacto remoto servem também para comunicar com familiares e amigos. Mas é preciso ter cuidados redobrados, nesta altura, e evitar comprometer a nossa segurança (e a de quem vive connosco).

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) lembra que “as plataformas de videoconferência são bastante práticas mas, como qualquer peça de software, também podem apresentar vulnerabilidades”. Fonte oficial desta entidade disse ao Público que, face ao atual cenário de pandemia, há riscos de inadvertidamente se “revelar informação privada, enquadrada numa imagem que pode ser selecionada e ‘lida’, sem que se tenha intenção de a partilhar”. Na prática, é importante evitar filmar demasiado a casa, os filhos, e por exemplo não mostrar janelas para uma rua identificável que permita divulgar o local onde se mora.

Segundo Susete Ferreira, diretora de marketing da empresa de desenvolvimento de software Critical TechWorks, citada pela mesma publicação, é importante criar um cenário neutro ou fictício antes de iniciarmos qualquer transmissão – esconder fotografias de família, por exemplo, e tudo aquilo que possa comprometer a nossa privacidade. Ricardo Melo, investigador sénior na Fraunhofer, detalha, por exemplo, aquilo que faz para se certificar que não corre nenhum risco:  “em primeiro lugar, ‘escondo’ aquilo que possa estar no ambiente de trabalho e conter informação mais sensível, e da mesma forma, por prevenção, também fecho tudo o que forem caixas de correio electrónico ou mensagens.”

É recomendável ainda, segundo o CNCS, ter o cuidado de “não ter palavras-passe ou códigos PIN escritos em papéis visíveis”,  e “evitar filmar demasiado a casa e, sobretudo, paisagens exteriores que, de alguma maneira, ajudem a divulgar o local onde se mora”.  Mas há mais. Secretárias com cartões de crédito , que “podem ser esquecidos em cima de uma mesa, por exemplo”, ou faturas que possam conter dados intransmissíveis estão igualmente fora de questão.