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Investimento em construção em Portugal é o mais baixo dos últimos 30 anos

Gtres
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Autor: Redação

O investimento em construção deverá ter-se situado em 13,1 mil milhões de euros em 2016 em Portugal, sendo preciso recuar 30 anos, até 1986, para encontrar um valor mais baixo. Segundo a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), o país voltou a apresentar em matéria de investimento, sobretudo em construção, valores só comparáveis ao período de pré-adesão à UE. “É um retrocesso inaceitável e que tem de ser revertido”, lamentou Reis Campos, presidente da entidade.

De acordo com o Diário de Notícias, nos últimos 30 anos, o PIB em Portugal cresceu 69%, mas o investimento está “totalmente estagnado”. A situação não é nova e tem merecido alertas da OCDE, que aponta Portugal como um dos três países com menor peso do investimento no PIB. E a construção é uma das indústrias que mais se ressente. Desde 2001, o ano de pico do setor – teve um investimento total de 30,248 mil milhões de euros – a quebra acumulada do investimento em construção é de 55,5%.

Uma situação que só não é pior graças ao “boom” da reabilitação urbana. Quando questionado sobre se 2017 será o ano de inversão da crise? Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), adiantou que se sabe de antemão que não vai haver investimento público, mas mostra-se algo otimista: “As obras que estão a ser concursadas agora só darão lugar a adjudicações daqui por um ano. Por isso, contamos que o motor do crescimento resulte da dinâmica da construção de edifícios, residenciais e não só. Estão previstos grandes investimentos em hospitais privados em 2017”, afirmou, citado pela publicação.

Segundo o responsável, o investimento em obras públicas só terá efeitos em 2018, porque “esse é o prazo-limite para começar, fisicamente, os investimentos que fazem parte do quadro comunitário e que têm de estar concluídos, no limite, em 2021”. Já Reis Campos alerta para a urgência de não desperdiçar fundos: “Portugal tinha alguma dificuldade em aceder aos fundos, dada a situação de défice excessivo. Esperamos que, sem esse problema este ano, tudo se torne mais simples”.