Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Estão a chegar ao mercado 24 casas novas por dia

Autor: Redação

A reabilitação urbana ganhou força nos últimos anos em Portugal, nomeadamente nos centros de Lisboa e no Porto. Mas há cada vez mais projetos de construção nova a nascer em zonas emergentes e com capacidade construtiva. Os dados da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) são esclarecedores: foram licenciados nos primeiros oito meses do ano 12.347 fogos, dos quais 8.392 são de construção nova. Destes, 5.809 destinaram-se a habitação familiar, o que dá uma média de 24 casas novas por dia. 

“O licenciamento total de obras [entre públicas e privadas] nos primeiros oito meses do ano registou um crescimento de 13,4% face ao valor apurado no período homólogo do ano passado”, revelou Reis Campos, presidente da CPCI, citado pelo Expresso.
Segundo o responsável, “o crescimento das licenças de obras de construção nova é, no mesmo período, de 20,1%”. “Há, sem dúvida, um grande aumento de construção nova para habitação familiar”, adiantou.

Um cenário, de resto, confirmado por algumas mediadoras. A Engel & Völkers, consultora especializada no segmento residencial de luxo, conta que a procura por terrenos tendo como objetivo a construção de raiz de pequenos condomínios de luxo disparou.

“Neste momento, há muito interesse em comprar terrenos para fazer projetos, e já há muitos deles a serem desenvolvidos, apesar de ainda não terem entrado em comercialização. Mas durante o próximo ano já começarão a surgir em várias zonas, não só em Lisboa mas também no Estoril, Oeiras e Cascais”, assegurou Manuel Neto, responsável por várias agências da Engel & Völkers, nomeadamente no Parque das Nações, Restelo, Cascais, Estoril e Comporta.

O responsável disse não ter dúvidas de que 2018 será um ano de viragem no que diz respeito a novos projetos que vão para lá da reabilitação. “Vai haver um novo boom de construção. Há muita procura para o segmento mais alto, mas é uma tendência generalizada também para projetos destinados ao segmento médio. São terrenos que estão a ser comprados, alguns já com projetos, outros com projetos aprovados há seis anos, ainda no período pré-crise, e que têm agora de ser reformulados”, contou Manuel Neto.