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Lisboa: manifesto contra urbanismo junta arquitetos, engenheiros, professores, políticos e ativistas

Autor: Redação

'Lisboa Precisa' é o nome do novo manifesto apresentado esta segunda-feira, subscrito por um conjunto de cerca de 70 personalidades, desde arquitetos a engenheiros, professores, políticos e ativistas. O objetivo grupo é manifestar-se contra as políticas urbanísticas da Câmara Municipal de Lisboa (CML), liderada por Fernando Medina e que tem Manuel Salgado como vereador do urbanismo.

“Exigimos por isso que o património imobiliário do município seja posto ao serviço da população e não seja mais uma acha para a fogueira da especulação imobiliária”, lê-se no documento, citado pelo Público, sendo ainda defendido que “a cidade está a transformar-se numa cidade apenas para ricos e turistas. A sua população está a ser expulsa a uma velocidade absolutamente incrível". 

Entre os projetos imobiliários criticados pelo grupo que se destaca por várias "simpatias políticas", além da chamada torre da Portugália, está o já construído “monstro” das Picoas ou “o disparatado licenciamento de imponentes edifícios de serviços na Praça de Espanha, que irão obstruir as vistas da Fundação Gulbenkian”, segundo conta ao diário Fernando Nunes da Silva, um dos signatários do manifesto Lisboa Precisa.

A apresentação do projeto “de uma torre gigantesca nos terrenos da antiga fábrica da Portugália, na Almirante Reis, completamente desenquadrada de toda a tipologia daquela avenida, uma das mais antigas de Lisboa, foi a gota de água” para que um grupo de personalidades — “desgostosas com o governo, supostamente de esquerda, que a cidade está a levar” — decidisse escrever um manifesto em que se coloca contra as políticas, sobretudo urbanísticas, do executivo liderado por Fernando Medina, detalha o professor universitário e antigo autarca na capital.

Entre os signatários do documento constam nomes como Pedro Soares ou Jorge Falcato, do Bloco de Esquerda. Mas também figuram outros como o do militar de Abril Otelo Saraiva de Carvalho ou da historiadora Raquel Varela, indica o jornal.