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Começaram as obras de infraestruturas no Hub Criativo do Beato

Facebook do Hub Criativo do Beato
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Autor: Redação

Já arrancaram as obras no Hub Criativo do Beato (HCB), em Lisboa, sendo que o primeiro edifício deve estar pronto “no segundo semestre” de 2020. No recinto de 35.000 metros quadrados (m2) e com cerca de 20 edifícios, onde em tempos funcionou a Manutenção Militar, já começaram as obras de infraestruturas.

“Estamos a falar de uma obra de infraestruturas, refazer a rede de águas, esgotos, abastecimento de energia elétrica, gás, telecomunicações, tratamento de resíduos, pavimentação, zonas verdes”, disse Miguel Fontes, diretor executivo da Startup Lisboa, que está responsável pela gestão do processo, citado pelo ECO.

Segundo o responsável, a primeira fase do projeto, que tem conclusão prevista para junho de 2020, inclui dois momentos distintos: aos primeiros trabalhos de infraestruturas vai juntar-se a intervenção na rua da Manutenção Militar, que deverá decorrer até março e que deverá incluir um reforço na oferta do transporte público.

Os primeiros inquilinos do espaços que vão nascer no HCB deveriam ter-se mudado para o local no final de 2018, mas a mudança tem sido adiada por “questões que são inerentes a estes projetos”. “O que nos move aqui não é o projeto imobiliário, mas o conceito”, disse Miguel Fontes. 

Entretanto, e de acordo com o Público, o maior edifício do recinto, com 11.000 m2, e que será gerido pela incubadora de startups alemã Factory, foi o primeiro a entrar em obras e será o primeiro a ficar pronto, com ano e meio de atraso. Seguem-se os edifícios de serviços e restauração, entregues a uma empresa de nome Praça, e a reabilitação da antiga central eléctrica do complexo fabril, a cargo do Super Bock Group. As obras arrancam “nas próximas semanas”, garantiu José Mota Leal, gestor de projecto do HCB, e devem estar prontas no fim do ano ou no início de 2021.

Já o edifício da antiga padaria, que será ocupado pela própria Startup Lisboa, só ficará concluído no final de 2021. Ficam a faltar obras no futuro museu da Manutenção Militar, a realizar pela EGEAC, e nos quatro restantes edifícios para os quais já há interessados – embora ainda não se saiba quem são. Para uma terceira e última fase fica a construção de um parque de estacionamento com seis pisos (três à superfície e três subterrâneos) e de um novo edifício para atrair “uma grande tecnológica”, adiantou Miguel Fontes, citado pela publicação.