Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Portugal vai ter uma “fábrica de vacinas em massa” – em Paredes de Coura

Biotecnológica galega Zendal vai instalar-se no Parque Empresarial de Formariz e produção de vacinas Covid-19 está na calha.

Imagem de Triggermouse por Pixabay
Imagem de Triggermouse por Pixabay
Autor: Redação

Portugal vai ter uma “fábrica de vacinas em massa”. A primeira unidade de produção industrial de vacinas do país vai nascer em Paredes de Coura, anunciou a Zendal, empresa de biotecnologia sediada em O Porriño, na Galiza (Espanha). A construção do novo pólo de produção no concelho é “de importância estratégica para o país”, adiantou Vítor Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, não descartando a possibilidade de vir a existir uma vacina para a Covid-19 produzida em solo nacional.

O responsável revelou, citado pelo Público, que a construção da unidade de produção industrial de vacinas na região vai “colmatar uma insuficiência existente em Portugal”.

Esta será uma das três unidades industriais a instalar-se no Parque Empresarial de Formariz até ao final do ano, escreve a publicação, salientando que a expansão ibérica da Zendal envolve um investimento na ordem dos 15 milhões de euros e vai criar, numa primeira fase, 30 postos de trabalho. 

A Zendal tem-se distinguido, mais recentemente, pelo trabalho realizado na MTVBAC, uma vacina contra a tuberculose produzida pela Universidade de Saragoça e a Biofabri que já está a ser testada em macacos. Vítor Paulo Pereira não descarta, no entanto, a hipótese de vir a existir uma vacina para a Covid-19 produzida em território courense. “As vacinas Covid provavelmente vão fazer parte do nosso quotidiano como fazem as da gripe [sazonal]”, frisou.

De acordo com o Público, a primeira tentativa de fundar uma unidade industrial de vacinas em Portugal aconteceu em 2006, era José Sócrates primeiro-ministro, e previa a construção de um centro de produção de vacinas antigripais da portuguesa Medinfar em Condeixa-a-Nova, Coimbra. Uma operação que representava um investimento de 27 milhões de euros, mas que acabou por ser suspenso, tendo o projeto nunca saído do papel.