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BCP coloca à venda 111 hectares junto a Lisboa com potencial de construção de casas para a classe média

Localizados na Amadora, parte dos terrenos podem ser destinados à construção de habitação nova. O banco está a trabalhar com a autarquia para definir subunidades.

Consultora mandatada pelo banco para comercializar mega terreno às portas da capital. / Cushman & Wakefield
Consultora mandatada pelo banco para comercializar mega terreno às portas da capital. / Cushman & Wakefield
Autor: Redação

Em pleno centro da Amadora, cidade pegada a Lisboa, está agora à venda um mega terreno destinado à promoção de um novo projeto urbano. Com um total de 111 hectares, os lotes da VillaFundo são propriedade do BCP e estão a ser comercializados pela Cushman & Wakefield, sem que seja revelado publicamente o valor. Do total, 38 hectares correspondem a área livre urbana e urbanizável, ou seja que poderão ser destinados à construção de habitação nova. Os projetos também terão de integrar áreas de comércio e serviços de proximidade bem como espaços verdes e de lazer.

Atendendo ao Plano Diretor Municipal (PDM) em vigor, está previsto que se possa avançar com uma construção acima do solo, de cerca de 250.000m². Atualmente, o banco está a trabalhar com a Câmara Municipal da Amadora na definição de subunidades com características distintas para promoção de projetos maioritariamente residenciais de média e alta densidade, "no que será a mais importante bolsa para promoção residencial para a classe média da Grande Lisboa nos próximos anos", segundo é dito numa nota de imprensa enviada pela Cushman & Wakefield, esta terça-feira, dia 20 de abril de 2021.

A propriedade que se desenvolve ao longo da freguesia da Mina, desde a linha de comboio até ao bairro dos Moinhos da Funcheira, "possui um potencial de desenvolvimento ímpar, podendo vir a ser a futura localização de um projeto urbano exemplar e impactante numa zona central e estratégica e com excelentes acessos ferroviários e rodoviários ao centro da capital e a todos os pontos da Grande Lisboa", de acordo com a consultora imobiliária.

Atendendo ao novo ciclo de mercado com mais pessoas a trabalhar a partir de casa e com a maior aposta de urbanistas e urbanizadores em projetos mais verdes, limpos, tecnológicos e melhor conectados, "estes terrenos reúnem as melhores condições para o desenvolvimento do tão falado conceito da cidade de 15 minutos, cujo propósito é melhorar a qualidade de vida dos cidadãos ao transformar as cidades em locais onde tudo pode ser alcançado em, no máximo, 15 minutos, seja a pé, de bicicleta ou de transporte público", destaca ainda a entidade mandatada pelo BCP para comercializar o mega terreno.

Para Ana Gomes, partner e diretora do departamento de Development & Living da Cushman & Wakefield em Portugal, “esta é uma rara oportunidade de promoção futura com escala numa localização suburbana excecional a um preço extremamente competitivo e numa zona cada vez mais estratégica, especialmente considerando a necessidade crescente de habitação moderna e flexível para a classe média. E é uma ótima oportunidade para a criação de novos lugares mais amigos das pessoas, com novas dinâmicas e atividades em benefício das populações locais.”

O Villafundo, tal como recorda o Negócios, esteve nas mãos de uma miríade de particulares durante a segunda metade do século passado, até que, no início de XXI, foram adquiridos por uma empresa detida, entre outros, por José Guilherme, construtor da Amadora que ficou conhecido dos portugueses por ter presenteado com 14 milhões de euros Ricardo Salgado, então presidente do BES, que classificou este presente do empresário de "liberalidade".

Logo depois, em 2006, essa empresa, a Moinho de Vila Chã, vendeu o mega terreno situado precisamente em Alto dos Moinho, Casal Vila Chã, ao Villafundo, fundo gerido pelo BCP, que ainda recentemente teve os 111 hectares à venda por 33,5 milhões de euros, de acordo com o que escreve o diário.