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Preços da construção em alta: setor pede reequilíbrio de preços e contratos

Cenário atual poderá comprometer a realização de obras, diz presidente da CPCI.

Preços da construção em alta
Imagem de Anemone123 por Pixabay
Autor: Redação

Os preços da construção estão a subir em flecha, motivados pelo aumento do preço dos materiais e pela falta de mão de obra qualificada. Tudo isto tem preocupado o setor, que teme mesmo que este cenário comprometa a execução dos projetos. E é por isso que o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) pede ao Governo a alteração ao preço base dos concursos e a possibilidade de reequilibrar contratos.

Os preços do aço, cobre, alumínio, madeira e produtos derivados do petróleo “registaram nos últimos meses uma variação abrupta e muito significativa, que de modo algum seria expectável”, disse Manuel Reis Campos ao Jornal de Negócios, considerando que este é um “fenómeno anómalo”.

E pode haver várias consequências à espreita se nada for feito para travá-las. No entendimento do presidente da CPCI, este cenário poderá “comprometer a realização atempada dos trabalhos planeados e até a execução das obras” e, assim, “pôr em causa o investimento e a esperada retoma económica”.

É para evitar um dos piores cenários que Reis Campos defende que “o Governo tem de assegurar soluções equilibradas, que possam mitigar esta situação”, disse ao mesmo jornal. Como, por exemplo, fez nas obras de expansão do metro de Lisboa: aprovou o aumento da despesa em 30 milhões devido à subida dos preços da construção, uma vez que os valores inicialmente apresentados se tornaram “insuficientes”. Agora, é preciso que este reconhecimento do problema seja “transversal à generalidade das obras”, defende.