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Confiança na construção cai na pandemia – mas setor mantém resiliência

Setor continua a empregar e com melhores salários, conclui o Insttuto Nacional de Estatística (INE).

Construção na pandemia
Photo by Shivendu Shukla on Unsplash
Autor: Redação

O furação da pandemia da Covid-19 abalou - e está a abalar - vários setores. E o da construção, apesar de ter revelado “alguma resiliência”, também foi afetado. O mais recente estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostra que o setor da construção inspirou menos confiança entre março de 2020 e fevereiro de 2021 do que no período homólogo, tendo o indicador descido 17,3 pontos.

No meio das águas agitadas da pandemia, a construção provou a sua resiliência. Houve menos obras licenciadas (-4,3%) em 2020 que no ano anterior, mas foram concluídos mais 3,8% de edifícios que em 2019, estima o INE. O número de transações de casas também diminuiu pela primeira vez desde 2012 (-5,35%), mas o volume de capital transacionado aumentou 2,4%, fixando-se nos 26,2 mil milhões de euros em 2020, lê-se na nota informativa divulgada pelo INE na sexta-feira (16 de julho de 2021).

A verdade é que o preço das casas continuou a crescer durante a pandemia, embora num ritmo menor. “Em 2020, apesar do contexto desfavorável decorrente das restrições impostas no âmbito da pandemia Covid-19, continuou a observar-se uma dinâmica de crescimento dos preços das habitações transacionadas”, refere o INE. Em 2020, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal situou-se nos 1188 euros por metro quadrado, aumentando 9,9% relativamente ao ano anterior.

Apesar da pandemia ter atirado milhares de pessoas para o desemprego, o setor da construção esteve a recrutar e com melhores salários. “O emprego no setor da construção aumentou 3,8% neste período e a remuneração bruta total cresceu 5,7%. A remuneração bruta média mensal por trabalhador foi 969 euros, correspondendo a um aumento face ao período pré-pandémico (952 euros)”, refere documento.