Apesar de a criação de novas empresas em Portugal (32.300) ter recuado 4,2% (-1.429 constituições) até julho deste ano, comparativamente a igual período de 2025, o setor da Construção cresceu 12% (+505 constituições), totalizando 4.818 novas empresas, à semelhança das Tecnologias da Informação e Comunicação, com 2.400 novas empresas (+5,1%; +117 constituições). Além da Construção, os setores das Atividades Imobiliárias, Serviços Empresariais e Serviços Gerais concentraram, em conjunto, 59% de todas as empresas criadas este ano (19.024 novas empresas).
Segundo o Barómetro da Informa D&B, o setor da Construção manteve o 2º lugar entre os setores com mais novas empresas, especialmente nos distritos de Lisboa (26%), Porto (17%), Braga (10%) e Setúbal (10%). Já nas Tecnologias da Informação e Comunicação, as atividades de consultoria informática e programação foram as que mais impulsionaram o crescimento do setor, representando 167 novas empresas, com um crescimento de 12%. Em contrapartida, a Agricultura e Pecuária registou a maior queda na criação de empresas, com -348 constituições, representando um recuo de 34%.
Em termos geográficos, apenas os distritos de Santarém (+3,3%; +34 constituições), Coimbra (+2,1%; +19 constituições) e Vila Real (+1,1%; +4 constituições) registaram subidas na criação de empresas, enquanto nas ilhas a descida foi grande, especialmente na Madeira, que registou menos 205 constituições, -20% que em igual período de 2025. Esta descida verificou-se, especialmente, no setor dos Transportes.
Quase sete mil empresas encerradas desde início do ano
Foram encerradas, entre janeiro e final de julho de 2026, 6.862 empresas em Portugal, com 51% a pertencer aos setores dos Serviços empresariais, Retalho, Serviços gerais e Alojamento e Restauração. Já no acumulado dos últimos 12 meses, encerraram 14.372 empresas, menos 8,6% (-1.355 encerramentos) face a período homólogo, uma descida transversal a todos os setores, especialmente no dos Serviços Empresariais (-12%; -300 encerramentos).
Ainda assim, em algumas atividades, como o Retalho não especializado por correspondência ou via Internet, registaram um aumento do número de encerramentos. No caso deste setor houve +97 encerramentos, representando um aumento de 53% face aos 12 meses anteriores.
Atividades Imobiliárias registam o maior número de insolvências
Até ao final do passado mês de julho foram abertos 1.216 novos processos de insolvência, um aumento de 5,2% (+60 insolvências) comparativamente ao período homólogo. Nas Atividades Imobiliárias esse crescimento foi especialmente significativo, com +32 insolvências face aos mesmos meses de 2024, ou seja, um crescimento de 107%. Na Restauração o número de insolvências também aumentou, +24 insolvências, representando um crescimento de 23%.
Já o setor da Construção, em conjunto com o da Indústria de Têxtil e Moda, registam quase um quarto das empresas com novos processos de insolvência durante o período em análise.
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