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Keller Williams quer afirmar-se em Portugal e está a recrutar

Nuno Ascensão e Eduardo Garcia e Costa, da Keller Williams Portugal
Autores: @Frederico Gonçalves, Tânia Ferreira, Luis Manzano

Depois de uma parceria de oito anos com a Remax Portugal, a imobiliária Ábaco, lançada em 2006 e líder no mercado de Lisboa e nacional, aliou-se à Keller Williams (KW), líder no mercado norte-americano desde o final de 2013. Eduardo Garcia e Costa e Nuno Ascensão, sócios da KW Portugal, são os responsáveis pela entrada da marca em Portugal e explicam, em entrevista ao idealista News, que objetivos têm em mente e porque decidiram trocar de parceiro. 

“Na marca que representávamos (Remax) chegámos a ser a agência com maior dimensão fora dos EUA e Canadá. Isso chamou a atenção da KW. Eles quiseram saber o nosso modelo de negócio e percebemos que havia uma relação de proximidade muito grande em princípios básicos como a formação, os modelos e sistemas, a gestão de carreiras. Todos estes princípios levaram a esta união e ao lançamento da KW em Portugal”, começa por dizer Eduardo Garcia e Costa.

"Na KW, os agentes influenciam bastante o processo de decisão"

Sobre a mudança de parceiro, os dois responsáveis pela KW em Portugal referem que a mesma está relacionada com o modelo de negócio da empresa, que é centrado no agente. “Ele funciona como o centro gravitacional do modelo de negócio”, conta Nuno Ascensão. “O negócio do consultor imobiliário e da agência correm quase em paralelo. As pessoas convivem no mesmo espaço, mas o consultor trata dos clientes finais e a agência dos serviços associados ao agente. São negócios quase independentes. O que a KW traz de inovador é um cruzamento muito forte entre os dois modelos de negócio, em que há uma colaboração muito forte dos agentes na gestão do negócio da agência. Na KW eles influenciam bastante o processo de decisão”, acrescenta Eduardo Garcia e Costa.

“Estamos à procura de pessoas talentosas”

Atualmente, a Ábaco é a única loja com a insígnia KW em Portugal, mas o objetivo é abrir mais agências no país, um processo que acontecerá gradualmente e assim que forem encontradas as pessoas certas. "O que temos [na Ábaco] é uma equipa de 80 agentes, o que faz de nós, desde o primeiro dia, uma das maiores operações em Lisboa”, conta Nuno Ascensão, salientado que a empresa está “à procura de pessoas talentosas que possam levar o modelo KW e implementá-lo em diversas zonas do país”.

Uma ideia, de resto, reforçada por Eduardo Garcia e Costa, que deseja expandir o negócio o mais rápido possível: “O que a KW defende, e nós acreditamos, é que uma rede depende sobretudo dos responsáveis de cada uma das agências. E andamos à procura dessas pessoas para fazer o nosso plano de expansão. O modelo para funcionar precisa das pessoas certas”.

"pagamos comissões mais apelativas para os agentes do que as outras grandes marcas do mercado" 

Será, então, que a KW oferece comissões mais atrativas aos agentes? “Acreditamos que temos as ferramentas para os agentes fazerem mais transações, mas também pagamos comissões mais apelativas para os agentes do que as outras grandes marcas do mercado. Queremos ganhar pelos dois lados, por isso temos tido muita gente interessada em saber como funcionamos”, explica Nuno Ascensão. 

A KW foi fundada em 1983 e é a agência imobiliária número um nos EUA em termos de vendedores associados, serão cerca de 100 mil espalhados por 700 agências. Nos últimos anos, abriu franchisados no Vietname, Indonésia, África do Sul e uma pequena operação na Polónia, tendo já manifestado planos de operar nos mercados britânico, alemão, austríaco, italiano, suíço, russo e turco. Foi considerada a nona melhor empresa para se trabalhar nos EUA, num ranking elaborado pela WorkplaceDynamics e publicado na revista Forbes.