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Análise: Grandes construtoras, as únicas sobreviventes à crise que abalou o setor em Portugal

Autor: Redação

O setor da construção e do imobiliário em Portugal foi arrasado por um verdeiro "terramoto", de grande escala, a que só resistiram as grandes construtoras nacionais, como a Mota-Engil e a Teixeira Duarte. Nos últimos cinco anos, sem obras, nem crédito bancário, e muito endividadas, muitas foram as empresas que desapareceram, entraram em insolvência e foram obrigadas a reestruturar-se e a procurar soluções para continuar respirar à tona.

O Jornal de Negócios publica hoje um artigo de fundo sobre como evoluiu o setor da construção e imobiliário em Portugal ao longo dos últimos anos e traça o retrato de como está hoje esta atividade, após a passagem de um verdadeiro "terramoto!
 
"Nos últimos cinco anos foram 37 mil as empresas do sector da construção e imobiliário que desapareceram em Portugal", começa por dizer o diário, frisando que a Mota-Engil e Teixeira Duarte são hoje, como já eram em 2009, as maiores construtoras portuguesas.

Resistiram, segundo o jornal, pela sua dimensão, estratégia de internacionalização e de diversificação de áreas de negócio no momento certo.
 
Noutros casos, a elevada dívida contrastava com o "cash flow" gerado. Em 2012, recorda o Negócios, a Soares da Costa então liderada por Manuel Fino viu-se forçada, por necessidades de capital da construtora, a encontrar um parceiro, o empresário angolano António Mosquito, que em 2014 passou a deter a maioria do capital.

Já Opway voltou a ser abalada em 2014 mas pelo colapso do Grupo Espírito Santo, seu acionista, e não teve alternativa a avançar para um Processo Especial de Revitalização, escreve. 

E recorda que, pelo caminho ficou a Edifer, que não resistiu às dificuldades, passando das mãos da família fundadora parado fundo Vallis, criado com a banca credora para a consolidação do sector.  

Obras públicas em queda mas setor privado está a reanimar
 
Os contratos de obras públicas promovidos e celebrados caíram 31% e 38% até julho. A CPCI diz ao Jornal de Negócios que os projetos prioritários definidos pelo Governo "ainda não se sentem" e antevê uma segunda metade do ano "pior".  
 
Em contraste com as obras públicas, o Manuel Reis Campos, presidente da CPCI garante que no que respeita às obras particulares já começa a haver uma estabilização.

No primeiro semestre deste ano, segundo dados indicados no artigo, o total de obras de edificação foi de 7.533, o que representa uma quebra de 4,7% face a 2014. No entanto, sublinha, em 2010 essas obras ascendiam a 28 mil, em 2005 a 50 mil e em 2001 eram quase 63 mil. 
 
O presidente da CPCI, citado pelo jornal, não tem dúvidas que em termos de insolvências, encomendas, facturação e emprego, o sector já regista melhorias. 

O índice de novas encomendas na construção, divulgads esta quinta-feira pelo INE, apresentou um crescimento homólogo de 6,8% no segundo trimestre deste ano.