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Veigas Imobiliária alarga rede para 55 agências até final do ano

A Veigas Imobiliária (VI), uma mediadora 100% portuguesa com sede no Forte da Casa, nos arredores de Lisboa, celebra 20 anos em 2017. Em 2004, com 14 agências, transformou-se numa rede de franchising de sucesso e, desde então, não tem parado de crescer. Atualmente com 45 agências, o plano de expansão passa agora por abrir mais dez até final do ano, nos distritos de Lisboa, Setúbal e Faro, revela em entrevista ao idealista/news Paulo Veigas, administrador da empresa.

Uma aposta que responde à procura do mercado, explica o responsável. “Fizemos cerca de 466 transações no primeiro semestre deste ano, mais que nos primeiros seis meses do ano passado”, conta Paulo Veigas, salientando que, em todo o ano de 2015, foram feitas 942 transações: 659 de compra e venda e 283 de arrendamento. “Foram cerca de 29% a mais que em 2014”, revela.

Em 2015, a Veigas Imobiliária fez 942 transações, 659 de compra e venda e 283 de arrendamento, mais 29% que em 2014

Os números mostram, de resto, que a VI está a ter um 2016 positivo, pelo que pode esperar-se um final de ano risonho. Segundo Paulo Veigas, entre janeiro e junho deste ano, a maioria dos negócios concretizados, cerca de 350 no total de 466, foram relativos a compra e venda, sendo que foram ainda celebrados 116 contratos de arrendamento.

O interesse dos estrangeiros no mercado imobiliário nacional não é novidade, sendo noticiado vezes sem conta nos últimos tempos. E esta tendência não está a passar ao lado da mediadora portuguesa. Paulo Veigas refere que 48 das 466 transações feitas no primeiro semestre do ano foram a cidadãos estrangeiros. Em todo o ano de 2015 foram cerca de 50 (em 942 transações).

Quando questionado sobre uma eventual internacionalização da marca, Paulo Veigas responde de forma clara: “Já estivemos em Espanha, em Madrid, com cerca de 15 agências, antes da crise. Com a crise encerrámos tudo: entrámos em 2005 e saímos em 2009. Não faz sentido voltar a repetir esta experiência. Mais vale crescermos aqui [Portugal]. Para já não entra nos planos”.

Relativamente aos fatores que distinguem a VI das outras mediadoras, Paulo Veigas enaltece a formação dada aos agentes, através do Instituto Formação Veigas (desde 2006), e o facto dos imóveis serem classificados com estrelas. “Cada imóvel tem a sua estrela, de um a seis, mas as estrelas são dinâmicas. De três em três meses vai perdendo uma: o produto vai perdendo competitividade e vai perdendo estrelas. Está registado este sistema para nós. Há uma avaliação do imóvel e há uma grelha automática que lhe atribui uma pontuação. Depois ganha ou perde estrelas, ganhar só se houver uma fasquia que seja mexida, que é o preço”, conclui.