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Century 21: venda de casas aumenta 17% e custam em média 135,4 mil euros

Autor: Redação

O negócio imobiliário em Portugal está ao rubro. As casas estão mais caras, mas as vendas acompanham esta tendência. Nos primeiros seis meses do ano, a faturação da imobiliária Century 21 Portugal aumentou 30% face ao período homólogo, tendo passado de 14,9 milhões de euros para 19,3 milhões. Já as transações dispararam 17%, tendo sido vendidos 5.688 imóveis no primeiro semestre do ano, face aos 4.844 transacionados no mesmo período do ano anterior.

“O volume de negócios mediado, exclusivamente, na Century 21 Portugal aumentou cerca de 34% para os 462,1 milhões de euros, face aos 373,3 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2017. Já o indicador correspondente ao volume de negócios total em que a rede esteve envolvida – considerando a partilha de transações com outros operadores - atingiu os 770.223.046 euros nos primeiros seis meses do ano, e cresceu quase 180 milhões de euros, em comparação com os 590.260.307 euros registados no semestre homólogo”, refere a medidora em comunicado.

Também o valor médio dos imóveis transacionados na imobiliária aumentou em termos homólogos: cresceu 11%, de 121,6 mil euros para 135,4 mil euros. 

Valor médio dos imóveis transacionados na imobiliária aumentou 11% em termos homólogos para 135,4 mil euros 

“Este indicador é, sobretudo, influenciado pelo acréscimo dos preços dos imóveis nos mercados periféricos – e nos segmentos médio e médio baixo – em consequência do aumento da procura de soluções de habitação, nestas zonas”, explica a empresa, salientando que os imóveis mais vendidos no país são apartamentos de tipologias T2 e T3.

Arrendamento em queda

Em sentido inverso encontra-se o mercado de arrendamento, visto foram transacionados 1.009 imóveis entre janeiro e junho deste ano, menos 3% que no período homólogo (1.044). Uma tendência descendente que se regista desde 2014.

Segundo a Century 21 Portugal, o valor médio de arrendamento, a nível nacional, fixou-se nos 653 euros, menos 4% que há um ano (680 euros). “Porém, no distrito de Lisboa o valor médio das transações de arrendamento sobe para 883 euros e na cidade de Lisboa atinge os 1.040 euros”, conclui a mediadora.   

Oferta insuficiente

Para Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, a oferta existente no mercado de arrendamento “não é suficiente, nem adequada, para dar resposta às necessidades e capacidades económicas dos portugueses, o que está a levar muitos jovens – que procuram a primeira solução de habitação – a antecipar a decisão de compra de uma casa”, isto num cenário em que arrendar casa “seria a melhor opção”.

“As recentes políticas de habitação para estimular o arrendamento, apesar de bem-intencionadas, estão muito focadas em soluções de curto prazo. É necessária uma reflexão mais profunda sobre este tema, que também envolva os operadores, que possam dinamizar soluções de oferta para o mercado de arrendamento, para se criarem orientações que incentivem mudanças estruturais de longo prazo”, alerta o responsável.

Estrangeiros ativos

De referir que o segmento internacional representa 20% do total das transações realizadas pela rede imobiliária no primeiro semestre do ano, ou seja, 1.138 negócios. Trata-se de um aumento de 15,4% face às 986 transações registadas nos primeiros seis meses de 2017.

“O segmento internacional apresenta uma procura por imóveis até 300.000 euros, maioritariamente de tipologias T2, nas regiões de praia e centros históricos de Lisboa, Porto e outras cidades do país. Nos centros de Lisboa, Porto e na Linha de Cascais, este valor sobe até aos 500.000 euros. Em virtude do aumento de preços nestas zonas, estamos a registar cada vez maior procura e transações de imóveis noutros mercados, num raio de 150 a 200 quilómetros dos aeroportos nacionais”, diz Ricardo Sousa.