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Grupo Omega de olhos postos na classe média. E está a “trabalhar em novos projetos”

Projeto Ramalde Residence traz ao Porto 56 casas para a classe média portuguesa / Grupo Omega
Projeto Ramalde Residence traz ao Porto 56 casas para a classe média portuguesa / Grupo Omega

O grupo Omega, que foi fundado há mais de três décadas (em 1986) e é atualmente uma associação de quatro empresas (Omega, Realplano, OmegaFlow e Endless Numbers) que opera no setor imobiliário, está bastante ativo no segmento residencial, sobretudo na Área Metropolitana do Porto (AMP).Os projetos direcionados para a construção de habitação para a classe média constituem nesta fase um segmento de mercado com muito potencial, dada a carência de habitação nova a preços médios/baixos”, diz ao idealista/news José Carvalho, CEO do grupo Omega.

josé Carvalho, CEO do grupo Omega / Grupo Omega
josé Carvalho, CEO do grupo Omega / Grupo Omega

O responsável revela que o grupo Omega tem “cerca de 10 projetos em curso”, sendo que três estão em fase de construção, quatro em fase de lançamento e outros três em fase de licenciamento. “A nossa aposta tem sido em projetos de reabilitação em zonas ‘prime’ (Foz do Douro e Baixa do Porto), mas também estamos a iniciar um projeto de habitação nova para a classe média [Ramalde Residence]”, conta.

Segundo José Carvalho, os projetos residenciais direcionados para a classe média, apesar de não serem “propriamente prioritários” para o grupo Omega, são um “segmento de mercado com muito potencial”. E embora a empresa esteja focada na AMP há outras zonas do país na mira, como Lisboa e Algarve: “O investimento imobiliário faz-se de momentos e de oportunidades, pelo que tal pode vir a acontecer. São mercados que conhecemos razoavelmente, pois em tempos já tivemos uma intervenção em Lisboa e outra no Algarve”.

Quando questionado sobre os projetos que o grupo tem em vista, o gestor afirma que “o segredo é a alma do negócio”, limitando-se a dizer que o grupo Omega está a “trabalhar em novos projetos”. 

Os obstáculos que enfrentam as promotoras imobiliárias

O volume de negócios do grupo Omega passou de um milhão de euros em 2017 para quatro milhões de euros em 2018, sendo que as previsões para 2019 apontam para seis milhões de euros. Para José Carvalho, há espaço para crescer, pois o grupo tem “capacidade técnica e de gestão” para tal, “mas os limites são muito ditados pela dimensão do mercado e pela sua consistência”.  

Mas nem tudo são boas notícias. José Carvalho aponta duas dificuldades que as empresas de promoção imobiliária sentem atualmente no mercado a nível nacional e que “conduzem a algum desconforto para quem investe”. “O fator tempo – os ciclos económicos atuais são muito curtos e os projetos imobiliários têm uma inércia muito grande. Há pois que ser ágil. Temos de melhorar, e muito, nos procedimentos de licenciamento, nos sistemas construtivos e no financiamento. E o fator informação – a informação estatística atualizada e disponível sobre o mercado imobiliário é reduzida e limitada. Deste modo, muitos dos investimentos são suportados por decisões pouco fundamentadas”, conclui.