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“Portugal está no mapa e acredito que vamos continuar a ser procurados e a ser um destino”

Vasco Pereira Coutinho fala ao idealista/news sobre o percurso e ambições da Lince Real Estate, mediadora portuguesa orientada para o segmento de luxo.

Vasco Pereira Coutinho, diretor geral da Lince, e ao lado um loft em Alcântara que é comercializado pela mediadora / Lince Real Estate
Vasco Pereira Coutinho, diretor geral da Lince, e ao lado um loft em Alcântara que é comercializado pela mediadora / Lince Real Estate

A Lince Real Estate (Lince) nasceu em 2015 e é uma mediadora imobiliária 100% portuguesa, algo que enche de orgulho Vasco Pereira Coutinho, diretor geral da empresa, que integra o grupo Temple, que opera em várias áreas do setor. “Trabalhamos muito no mercado mais boutique, mais ‘premium’, médio, médio/alto. É assim desde o início, porque o mercado médio/alto não é tão volátil, não sofre tanto, é mais estável”, diz ao idealista/news, adiantando que Portugal “está no mapa” e que continuará a ser “procurado e a ser um destino” de eleição para os cidadãos estrangeiros.

Numa entrevista/conversa na qual participou também Vera Eloy, diretora comercial da Lince, ficámos a saber, por exemplo, que a mediadora tem em carteira mais de 800 imóveis, sobretudo do segmento residencial, e que cerca de 20% dos mesmos “não estão comunicados”, ou seja, são desconhecidos do público. “80% dos imóveis que temos estão publicados online no nosso site e, desses, a grande maioria é exportada para portais”, conta a responsável.

Sublinhando que “os estrangeiros representam em número de transações 40% e em valor e volume um pouco mais de 50%” do negócio da Lince, Vera Eloy considera que os “estrangeiros não mudaram de todo a vontade de vir para Portugal” e que o país “não ficou nem em vantagem nem em desvantagem face ao resto do mundo com a pandemia”. “Temos clientes estrangeiros que fazem reservas sobre imóveis que nem sequer visitaram”, partilha.

A provar que o apetite internacional pelo mercado imobiliário português não esmoreceu com a pandemia está o facto da Lince ter vendido, recentemente, um imóvel a um ator estrangeiro “muito conhecido”, revelam os responsáveis. É um nicho de mercado que continua muito interessado em investir no país, segundo frisam. “E não é só investir, é vir para cá viver, o que é espetacular, mete Portugal no mapa a sério”, afirma Vasco Pereira Coutinho.

Vasco Pereira Coutinho, diretor geral da Lince, e Vera Eloy, diretora comercial / Lince Real Estate
Vasco Pereira Coutinho, diretor geral da Lince, e Vera Eloy, diretora comercial / Lince Real Estate

A Lince Real Estate nasceu em 2015, certo? Que balanço fazem da atividade da empresa?

Vasco: A marca em si, a Lince Real Estate, nasceu em 2015, mas a empresa nasceu uns anos antes, de uma necessidade de me autonomizar do grupo, trazendo a experiência do grupo, mas de certa forma tornando-me autónomo. E nasceu, acima de tudo, das viagens que tive de fazer em 2012, 2013 à China. Tínhamos escritórios lá, e tive a oportunidade de usufruir de contactos que tínhamos com interesse em entrar e investir em Portugal, e não fazia sentido não ter cá uma plataforma, uma estrutura, que desse acompanhamento a essas pessoas. E começámos a ganhar dimensão, a ganhar mercado cá, principalmente junto de empreendimentos e promotores, porque na altura nada se vendia, e tínhamos um canal direto para a China bastante interessante. Mas percebi que o mercado chinês, infelizmente, ficou um pouco “queimado” com o tema das comissões altíssimas que começaram a ser praticadas por outras agências, e nesse sentido, para complementar, percebi que tinha de nascer uma empresa portuguesa para funcionar no mercado nacional, a vender para portugueses e também para fora, porque na altura o cliente era claramente o estrangeiro, mas não queria deixar de começar a pôr o pé no mercado português, para o cliente português. E nasceu a Lince. Temos vindo a crescer e, devagarinho, a ganhar espaço. Trata-se de uma empresa puramente de mediação imobiliária.

"Somos uma empresa 100% portuguesa, não há marcas associadas internacionais. (...) Somos uma mediadora 100% nacional"
Vasco Pereira Coutinho

Entretanto, em 2017, achámos que fazia sentido, porque a maior parte dos clientes vinha de fora, representarmos em Portugal uma marca internacional, e fomos “buscar” a Savills residencial. Estivemos ano e meio com eles, mas depois compraram a Aguirre Newman em Portugal e automaticamente chegou ao fim a relação. Tivemos pena, mas a realidade é que achámos que tínhamos capacidade de seguir sozinhos, e a prova está dada: continuámos o nosso percurso, que tem sido de sucesso. E a verdade é que, com o nosso esforço, somos uma empresa 100% portuguesa, não há marcas associadas internacionais, ao contrário do que acontece com muitas marcas/empresas em Portugal. Somos uma mediadora 100% nacional.

A aposta é o segmento de luxo?

Vasco: Trabalhamos muito no mercado boutique, mais ‘premium’, médio, médio/alto. É assim desde o início, porque o mercado médio/alto não é tão volátil, não sofre tanto, é mais estável. É também mais difícil de ser trabalhado, os clientes são muito mais exigentes, mais específicos, mas a realidade é que a nível de intenções de compra é menos volátil, portanto há mais estabilidade na intenção de compra. Acho que infelizmente é o que se vai ver em Portugal nos próximos tempos. 

Partilham da opinião de que o segmento de luxo, dentro do mercado residencial, foi o que melhor soube lidar com a pandemia?

Vasco: O luxo é o mercado onde o cliente internacional está muito presente, enquanto o mercado de mais baixa gama é onde o cliente internacional existe, mas tem menos peso. E os portugueses, de forma geral, acabam por sentir mais o impacto no curto prazo, e nesse sentido essa instabilidade pode vir um pouco daí. Mas se a economia recuperar, e havemos de lá chegar, acaba por ser o primeiro a reagir e a comprar de novo. 

Apartamento T3 em Campo de Ourique, Lisboa / Lince Real Estate
Apartamento T3 em Campo de Ourique, Lisboa / Lince Real Estate

Que balanço fazem da atividade da Lince em tempos de pandemia? 

Vasco: “Largámos” a Savills no final de 2019, que foi um ano fantástico para nós. Começámos muito bem o ano de 2020 e depois, nos primeiros meses da pandemia, houve um susto enorme, porque de repente parou absolutamente tudo. E depois, logo a seguir ao verão, houve uma retoma tão extraordinária que basicamente igualou-nos o ano ao de 2019 em termos de números. Desceu muito ligeiramente em número de transações e superou ligeiramente em volume, ou seja, foi um ano semelhante. 

"Logo a seguir ao verão [de 2020], houve uma retoma tão extraordinária que basicamente igualou-nos o ano ao de 2019 em termos de números. Desceu muito ligeiramente em número de transações e superou ligeiramente em volume, ou seja, foi um ano semelhante"
Vasco Pereira Coutinho

Este ano está a correr bastante bem. O que sinto é que havia muito interesse, muita dinâmica e muita vontade de fazer aquisições no ano 2020. O início da pandemia suspendeu essa intenção, que veio depois concentrada mais no final do ano. Agora continua a haver interesse, mas esfriou ligeiramente, até pela dificuldade de viajar e circular de um lado para o outro.

O facto de no último confinamento, no início do ano, não se poder fazer visitas aos imóveis teve impacto no negócio da Lince?

Vasco: Tivemos uma capacidade de resposta grande. Gosto muito de tecnologia e queremos sempre ser os primeiros a estar atentos a tudo o que há de inovação na área tecnológica neste segmento de ‘real estate'.

Vera: Esta foi uma crise transversal no mundo, de todas as gerações, o que significa que todos tivemos de nos adaptar. Todas as pessoas passaram a trabalhar através de um ecrã, por exemplo, portanto fazer visitas virtuais passou a ser normal. Tivemos uma coisa que seria impensável há ano e meio, várias propostas que se concretizaram, com contratos assinados e escrituras feitas, só com visitas virtuais. 

"Tivemos uma coisa que seria impensável há ano e meio, várias propostas que se concretizaram, com contratos assinados e escrituras feitas, só com visitas virtuais"
Vera Eloy

Consideram que o segmento de luxo terá sentido menos o impacto da crise também por se tratar de um tipo de público mais acostumado a comprar/investir sem ver as casas primeiro?

Vasco: Não é tão óbvio assim. A compra de um imóvel é a coisa mais pesada ao nível de investimentos pessoais que se pode fazer. Não é só o facto de ter poder de aquisição que facilita, é acima de tudo a confiança que existe na equipa. Nós não temos aquela conversa do vendedor da banha da cobra, temos uma conversa completamente transparente, se há um defeito ele é listado. É aqui que se vai conquistando as pessoas, o que permitiu, de certa forma, que determinadas aquisições tivessem sido feitas, pela transparência total que temos no tratar dos negócios.

T2 duplex nas Janelas Verdes, em Lisboa / Lince Real Estate
T2 duplex nas Janelas Verdes, em Lisboa / Lince Real Estate

O ano de 2020, marcado pelo aparecimento da pandemia, foi muito semelhante ao de 2019, conforme referiram. Podem revelar-nos alguns números?

Vera: Em 2020, face a 2019, fizemos menos 3% de transações, mas fizemos mais 4% em valor. Foi de facto marginal. 

Vasco: Isto contando com três meses completamente parados, março, abril e maio. No final de maio as coisas começaram de novo a mexer, ainda fizemos uma venda em pleno confinamento.  

Neste momento, dos contactos e do ‘feedback’ que vão tendo dos clientes, o que se pode esperar do ano de 2021? 

Vasco: Portugal está no mapa, é um destino. E acredito que vamos continuar a ser procurados e a ser um destino. A única dúvida ou insegurança que existe é que as pessoas não sabem quando podem viajar. Podem comprar a casa online, mas não é a mesma coisa. Na Europa falhámos redondamente, nomeadamente com os atrasos na vacinação. Por exemplo, do Brasil, que é um mercado muito importante para Portugal, não há viagens.

"Temos clientes estrangeiros que fazem reservas sobre imóveis que nem sequer visitaram, porque não puderam vir [a Portugal]"
Vera Eloy

Que “peso” têm os estrangeiros nos negócios da Lince?

Vera: Os estrangeiros representam em número de transações 40% e em valor e volume um pouco mais de 50%. O que sentimos, completando o que disse o Vasco, é que os estrangeiros não mudaram de todo a vontade de vir para Portugal. Portugal não ficou nem em vantagem nem em desvantagem face ao resto do mundo com a pandemia. Temos clientes estrangeiros que fazem reservas sobre imóveis que nem sequer visitaram, porque não puderam vir, e que estão à espera de vir, assim que abrirem os voos sem que se tenha de fazer quarentenas de um lado e do outro etc. 

De que nacionalidades são estes 40% de estrangeiros? São investidores também interessados em ter um visto gold, por exemplo? 

Vera: Não temos feito muito vistos gold, são estrangeiros que vêm por muitos outros motivos, mas as nacionalidades são muito ingleses, franceses, brasileiros…

Há interesse de cidadãos de novas nacionalidades a querer investir?

Vasco: Há turcos, sul-africanos... Há dos EUA, que é uma realidade nova. O crescente número de americanos a vir, ou a estudar em Portugal para ter cá casa, pesa.

Vera: Os norte-americanos, e isto é curioso, têm um desapego familiar muito maior que o nosso, até porque é normal um filho sair de casa aos 18 anos, ou mudar para um estado diferente e a família ver-se no Natal. E podemos ver isto, por exemplo, nos filmes. 

Vasco: Eles são desligados, desapegados, e nós somos um povo muito ligado à família. E isto tem uma parte muito boa: acho, por exemplo, que é o país mais espetacular para criar família. Para trabalhar é mais difícil (risos).

Muitos dos imóveis em Portugal são vendidos em planta, ou seja, as casas não serão habitadas no imediato, é um investimento. Os portugueses também o fazem, numa perspetiva de rentabilidade e/ou oportunismo de mercado, para depois os arrendarem ou venderem?

Vasco: Há três, quatro anos houve algumas aquisições nesse sentido, ou seja, comprar e depois tentar fazer uma mais-valia na venda do imóvel, porque era claro que os preços estavam a subir. Hoje acho que isso não existe, não tem expressão. As pessoas compram para residência permanente. 

Quantos imóveis está a Lince a comercializar atualmente? São sobretudo do segmento comercial, certo?

Vera: O que temos é sobretudo residencial, o resto é marginalíssimo. Temos mais de 800 imóveis em carteira, dos quais cerca de 20% não estão comunicados. Estão na nossa carteira e enviamos numa base ‘one to one’. Ou seja, 80% dos imóveis que temos estão publicados online no nosso site, e desses, a grande maioria é exportada para portais. A nossa carteira é composta por apartamentos e moradias, mas mais apartamentos. Também fazemos arrendamentos, mas têm pouco peso no negócio quando comparados com a compra e venda. 

Os imóveis que a Lince tem anunciados são a maior parte construção nova? 

Vasco: Há um pouco das duas coisas, mas onde nos conseguimos diferenciar é na qualidade do produto que angariamos, e não necessariamente empreendimentos, podem ser apartamentos e moradias isoladas. Se for uma boa angariação é venda quase certa. E a boa angariação envolve muita coisa: a casa, a localização, a exposição solar, a vista e depois, no final, o preço. Trabalhamos muito isto, ou seja, perceber o que são boas angariações. O que nos dá muito gozo é estas angariações individuais de peças, que só nós é que conseguimos, pelo menos em muitos casos.

Como se chega a esses ativos?

Vasco: É o círculo de influência, nomeadamente através do passa a palavra. Uma angariação bem feita logo a seguir vai gerar outras. O importante é que o trabalho seja bem feito, é com isso que nos debatemos sempre, desde o início. Como já referi, não queremos ser um comercial de venda da banha de cobra, não é essa a nossa postura. A nossa postura é de alguém que está aqui para ajudar, para dar todo o apoio e ser o mais transparente e verdadeiro possível em todo o processo. E quando se demonstra esta transparência, esta honestidade e sinceridade, e há eficiência e eficácia a fazer as coisas, automaticamente aparecem resultados. 

A carteira de imóveis da Lince está concentrada sobretudo em Lisboa?

Vasco: Temos muitos em Lisboa e Cascais, alguns em Sintra e também trabalhamos na zona da Comporta. Também temos coisas no Norte, estamos a fechar um acordo para arrancar no Porto. 

Vera: É muito importante para nós a questão da localização. Somos especialistas em determinadas zonas, mas mesmo em Lisboa somos os primeiros a dizer que não dominamos certas zonas e a encaminhar os clientes para outros parceiros, porque fazemos questão de, quando acompanhamos um cliente para uma determinada venda ou compra, saber dizer: “Isto é uma boa escolha por…”. E só conseguimos fazer isto se dominarmos a zona em causa.

Vasco: Ao final do dia, o que pesa é a localização. O perfeito é a localização aliada à construção etc., mas a localização é tudo, a vista, o jardim perto, o mar, os transportes públicos...  

Sentiram que o perfil de procura de imóveis mudou com a pandemia? O facto das pessoas querem sair da cidade ou de querer casas maiores, por exemplo?

Vasco: Senti um pouco isso, sim, que houve pessoas a procurar imóveis no campo, por exemplo, mas acho que é uma fase. A pandemia comprovou que o trabalhar de casa é mais fácil que o esperado, principalmente através das plataformas digitais que existem. Isso veio para ficar, não quer dizer que as pessoas fiquem em casa a trabalhar para sempre, o que vai acontecer é que se tiverem de ficar em casa a trabalhar passa a ser uma coisa mais normal do que era antigamente. O conceito de escritórios vai mudar ligeiramente, vão aparecer mais coworkings e espaços de partilha de trabalho. As pessoas vão ter um poiso no escritório, mas não é fixo. O apoio do escritório vai existir, mas não um lugar fixo. 

Apartamento T2 no Príncipe Real, em Lisboa / Lince Real Estate
Apartamento T2 no Príncipe Real, em Lisboa / Lince Real Estate

A polémica em torno do fim da concessão de vistos gold em Lisboa e Porto afetou de alguma forma o negócio da Lince?

Vasco: O que afeta é a constante alteração, não é necessariamente alterar-se o regime, é a instabilidade legislativa que temos em Portugal, o que é extremamente penalizador. No setor imobiliário não há investimentos a curto prazo, é a médio ou longo prazo, e o investimento a médio e longo prazo neste país está, infelizmente, sujeito a sofrer várias alterações legislativas. Esta insegurança é algo mesmo muito mau.

Sobre a polémica do fim dos vistos gold, tenho uma teoria muito simples: é a lei da oferta e da procura. A única maneira de combater a subida de preços era haver mais oferta, era a câmara municipal funcionar, e as câmaras municipais não funcionam. Com mais produto no mercado os preços caíam com naturalidade, havia uma correção. E outra coisa, o investimento nas infraestruturas, em transportes públicos, para facilitar o acesso à cidade, aliado a compensar o crescimento dos preços com mais oferta, é a combinação perfeita. 

"O trazer dinheiro para Portugal e investir em Portugal devia ser uma coisa extremamente bem recebida e agora não é. Já foi, mas deixou de ser"
Vasco Pereira Coutinho

Muito se tem falado na necessidade de aumentar a oferta de habitação acessível. Apesar de não ser o público alvo da Lince, é algo que está de facto a acontecer?

Vasco: Acho que isso são manobras políticas, são programas políticos para ganhar votos. Ao final do dia não vai trazer aquilo que é necessário, que é novos projetos, mais imóveis. Há procura e é preciso responder a esta procura. A dificuldade nos licenciamentos continua a existir, o que é pena, porque há muita gente a querer investir em Portugal e a fazer coisas no país. O trazer dinheiro para Portugal e investir em Portugal devia ser uma coisa extremamente bem recebida e agora não é. Já foi, mas deixou de ser. 

Os preços das casas vão continuar a subir?

Vasco: Acho que se vão manter, mas é difícil fazer previsões neste momento, com o cenário que vivemos. 

Vera: É impossível prever o que vai acontecer dentro de um ano. Houve um crescimento muito acentuado nos últimos anos, mas acreditamos que não vão ter margem para subir muito mais nos próximos tempos, mesmo pós-pandemia, mas também que não vão descer.

Foram várias as personalidades que compraram casa em Portugal nos últimos tempos, como por exemplo a Madonna. A Lince teve contacto com algumas destas personalidades? 

Vasco: Trabalhámos alguns clientes com esse perfil. Fizemos recentemente, por exemplo, a venda de um imóvel a um cliente muito conhecido, que não podemos comentar. É um ator estrangeiro. 

"Fizemos recentemente a venda de um imóvel a um cliente muito conhecido, que não podemos comentar. É um ator estrangeiro"
Vasco Pereira Coutinho

Vera: Também já assinámos, por exemplo, acordos de confidencialidade com um empresário estrangeiro conhecido e importante mundialmente. Escolhem Portugal não por questões fiscais, mas porque é um bom país para viver.

Ou seja, este nicho de mercado continua interessado em investir em Portugal, mesmo em tempos de pandemia?

Vasco: Sim, sim. E não é só investir em Portugal, é vir para cá viver, o que é espetacular, mete Portugal no mapa a sério.

Moradia V4 em Troia, Setúbal / Lince Real Estate
Moradia V4 em Troia, Setúbal / Lince Real Estate