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Reduzir custos imobiliários na pandemia? Para os bancos este pode ser o momento

A pandemia pode ser a oportunidade para os bancos reduzirem custos imobiliários, segundo um estudo publicado pela EY.

Bancos podem reduzir custos imobiliários
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Autor: Redação

A pandemia da Covid-19 não deixou nenhum setor de atividade indiferente e, em muitos, a forma de fazer negócios passou a ser puramente digital. Este foi o caso dos bancos que, com a maioria dos profissionais em teletrabalho, passaram a privilegiar o atendimento virtual. Esta é uma tendência que veio para ficar e pode ser mesmo uma oportunidade para rever custos imobiliários e de consumíveis, concluem os especialistas da EY.

No estudo publicado na passada sexta-feira (dia 23 de julho de 2021), a auditora EY começa por explicar que “os bancos precisam de pensar de forma diferente sobre a transformação de custos; não apenas lidar com despesas discricionárias, mas considerar como deve ser uma base de custos futuros”. E referem ainda que “a saída dos colaboradores dos escritórios e a menor afluência de clientes nas agências constituem uma oportunidade de reduzir os custos imobiliários e de consumíveis, mesmo que isso crie desafios noutras áreas como o apoio à força de trabalho à distância, a tecnologia e a experiência do cliente”, lê-se no comunicado enviado às redações.

A eficiência nos custos é um dos temas na vanguarda das preocupações dos banqueiros na Europa. E Rita Costa, partner, consulting Financial services Leader na EY, explica porquê: “A combinação de crescimento reduzido, margens baixas e uma oferta excessiva de serviços bancários, deixa o custo como principal alavanca que os bancos podem usar para melhorar a rentabilidade, de uma forma global”. Mas este não é um desafio novo, já que está presente nas agendas dos bancos europeus há pelo menos uma década. Os programas de eficiência deixaram a base de custos do setor perto do ponto em que se encontrava em 2008. E, de facto, “o custo para o setor é agora pior do que antes da crise financeira global”, sublinha.

Há já soluções identificadas para levar avante a transformação da banca. A EY refere que os “'Managed Services' são vistos por muitos como um facilitador crítico da transformação necessária para a banca se tornar um negócio mais ágil, compatível e rentável”. E revela ainda que, segundo a sua investigação global levada a cabo em 2019, 91% das Instituições Financeiras estão a considerar este tipo de serviços na sua estratégia.

A consolidação do setor oferece também “oportunidades de sinergias reais”, aponta a auditora. E sobre este ponto a EY diz que “embora as fusões transfronteiriças possam estar longe, mesmo com mais progressos na União Europeia Bancária, o apetite já está a aumentar para as fusões e aquisições no mercado”.

A EY antevê ainda que "irá haver um maior enfoque por parte dos bancos sobre como podem ajudar a construir um mundo mais resistente e sustentável", já que a pandemia "tem funcionado como um catalisador de mudança e intensificou o enfoque nesta área tanto por parte dos bancos, reguladores, como dos governos".