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Market Center da Engel & Völkers em Lisboa quer faturar 200 milhões em 2021

O novo Market Center, localizado no nº196 da Av. da Liberdade / Engel & Völkers
O novo Market Center, localizado no nº196 da Av. da Liberdade / Engel & Völkers
Autor: Leonor Santos

Lisboa tem um novo Market Center. Nasceu pelas mãos da Engel & Völkers, multinacional alemã especializada na mediação de imóveis de luxo, e já está funcionar a “todo o vapor” na principal artéria da capital, a Avenida da Liberdade. O espaço, onde a empresa alemã investiu cerca de 1,3 milhões de euros, irá albergar uma equipa de 150 consultores imobiliários. O objetivo? Crescer 100% nos próximos três anos e atingir a fasquia dos 200 milhões de euros em 2021.

O Market Center de Lisboa vem replicar o modelo de negócio aplicado no mercado espanhol – primeiro Barcelona, Madrid e Valência – e logo depois em outros mercados internacionais, como Roma, Paris, Dubai ou Nova Iorque. “Nos primeiros anos de desenvolvimento do Market Center, a maior preocupação será a implementação da estratégia e a consolidação das equipas, sendo que esperamos registar, durante os primeiros três anos, um crescimento consecutivo de pelo menos 100%”, perspetiva Juan-Galo Macià, CEO de Engel & Völkers para Espanha, Portugal e Andorra, num encontro com jornalistas.

O novo espaço da empresa alemã na capital / Engel & Völkers
O novo espaço da empresa alemã na capital / Engel & Völkers

O responsável frisa a “aposta contundente” que a empresa alemã está a fazer em Portugal, salientando o objetivo de converter o espaço na “melhor plataforma de imobiliário para aqueles que quiserem ter sucesso”, numa altura em que se torna determinante “profissionalizar o setor”.

“Lisboa está na moda e os dados de mercado mostram isso mesmo. Só no ano passado foram transacionados mais de 6 mil milhões de euros na cidade de Lisboa”, afirma Juan-Galo Macià. “O aumento do investimento estrangeiro, um maior número de projetos de licenciamento e um crescimento da zona envolvente de Lisboa deixa antever um conjunto de oportunidades que a marca não quer perder”, acrescenta.

Um Market Center, 30 lojas tradicionais

O espaço de 400 metros quadrados (m2) vai ser liderado por Pedro Branco, diretor geral do Market Center em Portugal. O responsável vai gerir uma equipa de 165 colaboradores, entre eles 150 consultores imobiliários que desenvolverão a sua atividade num ambiente profissional onde, além da Academia Engel & Völkers, escritórios e salas de reunião, poderão contar com formação, ferramentas de marketing e acesso a uma rede internacional que a marca global oferece. Aos 150 consultores – até agora já foram recrutados 75 - juntam-se outros 15 elementos da empresa que darão apoio às operações.

A arquitetura e criatividade é Engel & Völkers / Engel & Völkers
A arquitetura e criatividade é Engel & Völkers / Engel & Völkers

O Market Center equivale a 30 agências tradicionais e vai “alimentar” as necessidades do mercado imobiliário em Lisboa, abrangendo os segmentos de compra e venda de imóveis residenciais de luxo. Representa, nas palavras de Pedro Branco, “um compromisso da marca também com o país”, apesar de estar centralizado na capital.

O espaço de trabalho dos consultores / Engel & Völkers
O espaço de trabalho dos consultores / Engel & Völkers

“Para este ano temos como objetivo alargar a nossa quota de mercado em território nacional e aumentar o peso do mercado português para 10% da faturação total da empresa na Península Ibérica”, aponta Juan-Galo. Em 2018, as vendas de imóveis transacionados pela Engel & Völkers em Portugal atingiram os 80 milhões de euros e, a nível global, a marca atingiu os 728 milhões de euros de faturação em comissões.

Em 2021, e só com o Market Center, a marca pretende alcançar os 200 milhões. Ainda assim, e se for tida em conta a repartição na faturação em Espanha, onde os market centers pesam 60% na faturação e os franchisados 40%, a empresa espera alcançar 320 milhões, segundo Pedro Branco.

Escolha do espaço foi “muito difícil”

O Market Center em Lisboa deveria ter começado a funcionar no princípio do ano, em janeiro, mas o processo complicou-se dada a escassez de oferta no mercado de escritórios na capital. A Avenida da Liberdade foi, desde sempre, a primeira escolha da Engel & Völkers para o Market Center em Lisboa, agora instalado num espaço que antes estava arrendado pela Euronext Lisbon, que mantém escritórios no mesmo andar da empresa alemã. “Queríamos um espaço com uma localização central para trabalhar toda a cidade de Lisboa e em regime de open space, com pelo menos 500 m2”, indica o CEO ibérico.

“A falta de escritórios de grande dimensão no centro da cidade é uma realidade e tivemos que visitar muito espaços até encontrar aquele que satisfizesse todos os requisitos da marca”, conta Juan-Galo Macià. O responsável revela ter sido “muito, muito difícil”, ou porque tudo era “demasiado velho ou demasiado caro”.