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Engel & Völkers investe 1,3 milhões num centro de negócios em Lisboa para o mercado de luxo

Engel & Völkers
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Autor: Redação

A imobiliária alemã Engel & Völkers vai investir 1,3 milhões de euros na criação de um centro de negócios – um market center – em Lisboa destinado ao mercado de luxo, projeto para o qual está a recrutar 150 agentes imobiliários. O espaço deverá abrir no primeiro semestre de 2019.

A garantia foi dada em conferência de imprensa pelo diretor-geral da Engel & Völkers para Espanha, Portugal e Andorra, Juan-Galo Macià, que adiantou que o centro de negócios não será destinado aos proprietários que querem vender imóveis nem para quem os procura, mas sim para “os agentes” da imobiliária na cidade, que ali terão “uma plataforma de negócios”. 

Segundo a Lusa, a mediadora já começou a recrutar 150 agentes imobiliários (em regime de “freelancer”) que vão ocupar o centro de forma rotativa, além de uma equipa de 15 pessoas que irá dar apoio a esses mesmos consultores.

Para Juan-Galo Macià, a imobiliária não procura “agentes que fiquem sentados na cadeira”, mas sim que estejam no terreno, funcionando quase como “relações-públicas em determinado bairro”, conhecendo moradores e comerciantes.

Nesse sentido, os agentes imobiliários serão divididos em equipas que trabalharão sobre quatro zonas da capital: Restelo, Centro, Parque das Nações e Parque dos Príncipes (em Telheiras). “Assim podem conhecer tudo em cada bairro. Imaginem o caos que era se todos estivessem a trabalhar na mesma área”, explicou o responsável.

De referir que o investimento inicial de 1,3 milhões de euros inclui as novas instalações, formação e publicidade. Sobre o novo espaço, Juan-Galo Macià contou que o local ainda não está definido, mas admitiu que gostaria que fosse na Avenida da Liberdade, apesar de, segundo disse, ter recebido “propostas muito caras”. A possibilidade de dividir o espaço em dois núcleos está também a ser analisada. 

Há espaço para operar em Lisboa

O diretor-geral da Engel & Völkers para Espanha, Portugal e Andorra recusou, de resto, que o mercado imobiliário em Lisboa esteja cheio, sublinhando que há espaço para a imobiliária, que se dedica à mediação de imóveis residenciais e comerciais de luxo.

Estaríamos a chegar tarde se fôssemos um fundo oportunista, mas nós queremos um negócio a longo prazo na cidade, a 10, 20, 30 anos”, disse. Além disso, “se estamos em Roma, Paris, Dubai e Nova Iorque [além de Barcelona, Madrid e Valência] queremos estar em Lisboa”, adiantou.

Em 2017, a Engel & Völkers, que está em Portugal desde 2006, faturou 667,8 milhões de euros, dos quais 105 milhões de euros dizem respeito às vendas em Espanha, Portugal e Andorra. Neste período, Portugal representou 5% do volume das vendas, quota que a imobiliária pretende duplicar no próximo ano.