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Espanhola Incus Capital aterra no Porto - compra edifício D. Manuel II

Edifício de escritórios foi comprado à holandesa NIPA Capital por um valor não revelado.

D.Manuel II foi comprado pela Incus Capital
Savills
Autor: Redação

O icónico edifício da cidade do Porto designado D. Manuel II mudou de mãos em junho e agora sabe-se que é a espanhola Incus Capital a sua nova proprietária. Esta é a primeira aquisição da gestora de capital de risco pan-europeia no mercado de escritório da cidade Invicta. O negócio foi fechado com a holandesa NIPA Capital por um valor não revelado.

"Estamos contentes com o nosso primeiro investimento no Porto, particularmente por se tratar de um edifício de escritórios emblemático", disse Tiago Brandão, Portugal Country Head na Incus Capital, que está sediada em Madrid.

Trata-se de um edifício de 13 andares e 13.000 metros quadrados que se localiza numa das principais zonas de escritórios da cidade - mesmo em frente aos jardins dos Palácios de Cristal e com vista sobre a cidade e o rio Douro. Hoje, o edifício está ocupado pela seguradora Tranquilidade do grupo Generali.

A espanhola Incus Capital deixou-se seduzir pelo dinamismo que apresenta o mercado de escritórios no Porto, sobretudo, o de ocupação. E é tendo em vista melhorar a qualidade dos espaços para colocar novas empresas no imóvel, que a gestora de ‘private-equity’ vai iniciar em breve “uma profunda renovação do edifício” que deverá terminar em 2022, refere o comunicado enviado pela Savills que acompanhou a operação.

Para Tiago Brandão, “esta aquisição dá-nos a oportunidade de replicar a nossa tese de investimento, já comprovada em Lisboa, que passa por reabilitar ativos urbanos e por demonstrar o nosso compromisso com os inquilinos ao oferecer espaços de escritórios com qualidade superior e em linha com as novas formas de trabalho".

Para Alberto Henriques, Investment Associate Director na Savills, este é mais um negócio que “confirma que o Porto continua a ser um destino muito procurado pelos investidores internacionais”. E mesmo não revelando o valor do negócio o Alberto Henriques avança que está é mesmo “uma das maiores transações de escritórios de sempre” na cidade Invicta.

Nesta dinâmica de mercado, “a NIPA Capital aproveitou a oportunidade para alcançar um substancial retorno sobre o investimento, menos de dois anos após a aquisição”, lê-se na nota enviada pela Savills que assessorou a empresa na alienação do D. Manuel II, em regime de co-exclusividade com a CBRE.

Recorde-se que a NIPA Capital comprou o edifício em outubro de 2019 à à Imoprime – Fundo Investimento Imobiliário Fechado.