O número 12 da Avenida José Malhoa, em Lisboa, que outrora foi lar da Anacom, está a ser alvo de reabilitação, num projeto que inclui reforço sísmico, nova fachada e reconfiguração estrutural profunda, ao longo de um total de 12.000 metros quadrados (m2).
Promovido pela alemã AM Alpha, o projeto partiu de uma análise detalhada das condições reais do edifício e deverá ficar concluído no primeiro trimestre de 2026, permitindo reposicionar o imóvel como ativo premium no mercado de escritórios em Lisboa. A gestão integral da reabilitação está sob a responsabilidade da Alphalink, revela a empresa de gestão de projetos de construção civil, em comunicado.
Aposta no reforço sísmico
Um dos principais destaques deste projeto passa pelo reforço sísmico integral do edifício, passando pela adequação da sua estrutura aos Eurocódigos em vigor. Para esta intervenção, que exigiu que muitas das soluções fossem ajustadas às condições reais encontradas no edifício existente, teve de haver uma estreita coordenação entre projeto estrutural e execução da obra.
A segurança e a competitividade deste edifício são, desta forma, reforçados, uma vez que permite a adequação do imóvel aos padrões estruturais exigidos atualmente.
Irregularidades estruturais identificadas
Tendo sido identificadas irregularidades estruturais relevantes na fachada original durante os trabalhos de demolição, verificando-se desalinhamentos entre os pisos, houve a necessidade de ser feita uma revisão do sistema de fixação do sombreamento da nova fachada, avançando-se depois para o desenvolvimento de soluções técnicas específicas de modo a assegurar desempenho estrutural e coerência arquitetónica.
“Tivemos de gerir este projeto como uma operação cirúrgica. Entre o que era visível e o que só descobrimos depois da demolição, foi necessário tomar decisões ao longo da obra para garantir o custo e prazo definidos”, indica, citada na nota, Rita Pinheiro, gestora de projeto da Alphalink, acrescentando que “a estrutura da fachada original não era linear”, havendo “pisos a avançar e outros a recuar, o que obrigou a rever o pormenor de fixação da estrutura do sombreamento da nova fachada”. A responsável revela que este “foi um dos maiores desafios do projeto”.
Maior versatilidade
A reabilitação deste edifício permitiu ao mesmo ganhar uma maior versatilidade, uma vez que as suas infraestruturas técnicas foram concebidas para permitir diferentes cenários de ocupação, desde um único inquilino até múltiplas empresas por piso, ganhando também mais área útil.
Originalmente destinado a estacionamento, o piso -1 foi transformado numa área de escritórios e foram também criadas novas zonas de uso comum, como um 'rooftop' e áreas de lounge, após a demolição e reabilitação da laje do terraço do piso 0.
Sustentabilidade como pilar
Tendo a sustentabilidade ambiental como um dos principais focos, este projeto exigiu um controlo rigoroso de consumos energéticos, integrando soluções de mobilidade suave, como bicicletários e balneários, e os seus materiais locais foram escolhidos de forma criteriosa. O objetivo é cumprir os requisitos da certificação BREEAM.
A Alphalink assumiu a gestão integral do projeto desde a estratégia à execução, sendo responsável pelo lançamento e coordenação do concurso de arquitetura, gestão de projeto e especialidades, planeamento de custo e ‘value engineering’, lançamento e adjudicação do concurso de empreitada e acompanhamento integral da obra.
“O nosso papel não é esperar que tudo corra bem. É garantir que, mesmo quando surgem imprevistos, todos conseguem cumprir”, assegura Rita Pinheiro.
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