associação nacional municípios contra a fusão de concelhos

o presidente da associação nacional de municípios portugueses (anmp), fernando ruas, criticou as intenções "murmuradas" de extinção e fusão de concelhos e freguesias para "poupar recursos". em declarações ao diário de notícias, o responsável garantiu que as eventuais alterações não iriam servir para fazer poupanças e que não é isso que resolve o problema das contas públicas

"não são os loucos de lisboa que nos dizem onde vamos viver", disse ruas ao diário de notícias. “em portugal só há três patamares da administração: estado central, municípios e freguesias. que não se dê a entender aos portugueses que se extinguirem autarquias, ou fundirem algumas, resolve-se o problema das contas públicas", acrescentou, lembrando que "do ponto de vista da concentração da população não há problema", mas que o trabalho de proximidade "fica inviabilizado"

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esta é uma discussão que remonta a 2005, quando o então ministro da administração interna, antónio costa, defendeu a fusão de freguesias e concelhos pouco povoados, com menos de mil eleitores, como forma de "racionalizar recursos". um tema que voltou a dar que falar já este ano, quando o dirigente socialista almeida santos defendeu "a redução do número de municípios, pela via da fusão", o que originaria "uma poupança financeira brutal"

agora que o assunto "volta a estar na ordem do dia", o presidente da anmp considerou que essa "é uma falsa questão", referindo que "há locais do território que nunca veriam um tostão de investimento público se não fossem as autarquias"

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