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Reabilitação está a ganhar terreno à construção nova

Em causa está um seminário organizado pelo LNEC e pelo INE.
Autor: Redação

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, foi palco, em novembro, do seminário “O parque habitacional e a sua reabilitação: Retrato e prospetiva”. Um evento que resultou de uma iniciativa conjunta entre o LNEC e o Instituto Nacional de Estatística (INE) e teve como objetivo “constituir-se como uma oportunidade para se proceder a um balanço fundamentado do estado do parque habitacional em Portugal e realizar um debate sobre os desafios e opções que se colocam à sua reabilitação”. Entre as conclusões retiradas, sublinhe-se o facto do segmento da reabilitação estar a ganhar terreno à construção nova, mas pela desaceleração deste último segmento. 

De acordo com o Construir, que cita um comunicado da organização do seminário, conclui-se que um milhão de imóveis – 29% do parque habitacional – necessita de intervenção. “A elevada prioridade atribuída aos objetivos do desenvolvimento sustentável e da gestão eficiente de recursos confere centralidade estratégica à reabilitação urbana. A aposta na revitalização dos espaços construídos, em detrimento da construção nova e da expansão da urbanização sobre os territórios rurais é um objetivo consensual na União Europeia”, refere a organização do evento. “[A reabilitação urbana tem vindo a assumir] uma importância crescente na agenda política, económica e social”, acrescenta.

Conclui-se, também, que a construção nova perdeu fulgor, sendo que as intervenções em edifícios com necessidade de grandes reparações, ou muito degradados, embora sejam em menor número, “são as que provavelmente representam um maior desafio”. De referir, ainda, que a reabilitação de edifícios residenciais representa 20% da produtividade do setor da construção.  

O seminário permitiu saber, também, que Portugal, com uma média de 26,1%, continua a apresentar valores de produtividade do segmento da reabilitação de edifícios inferiores à média europeia (34,9%), um campo que é liderado pela Alemanha (57,9%), Itália (52,5%) e Dinamarca (50,8%).