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Lisboa: futuro da Colina de Santana continua em aberto mas PS e PSD estão em sintonia

Autor: Redação

Os deputados do PS e do PSD defenderam esta terça-feira a elaboração de um Plano de Ação Territorial para a Colina de Santana. No quinto e último debate sobre o tema, promovido pela Assembleia Municipal de Lisboa, os dois partidos mostraram estar de acordo, alegando que só com o referido Plano de Ação Territorial será possível dar seguimento aos pedidos de informação prévia já apresentados à autarquia para os terrenos dos hospitais de São José, Santa Marta, Capuchos e Miguel Bombarda.

Para dia 25 deste mês está agendada a discussão de uma proposta sobre o tema, no seguimento da discussão que se vem fazendo desde dezembro do ano passado.

Citada pelo Público, Helena Roseta, presidente da Assembleia Municipal, referiu que ao longo do “debate foi possível levantar problemas, suscitar questões, apresentar propostas”. “[Agora há que], com toda esta matéria, tentar construir uma posição em que a assembleia e os cidadãos se revejam”, disse, salientando que essa não será uma tarefa fácil. 

Nesse sentido, a responsável apelou aos deputados municipais para porem “a mão na consciência” e para se lembrarem que são, neste processo, “aqueles que representam o povo de Lisboa”. “Dia 25 vamos prestar contas daquilo que somos capazes de fazer”, afirmou.

Do lado do PS, Rita Neves disse que o Governo deve clarificar a sua posição relativamente ao futuro dos hospitais da Colina de Santana, recusando que estes possam ser “pura e simplesmente suprimidos”. 

Sobre o futuro desta zona da capital, a deputada adiantou que os pedidos de informação prévia já apresentados pela Estamo, a imobiliária de capitais exclusivamente públicos proprietária dos terrenos em causa, “são apenas uma parte da solução”. O que o partido defende é a criação do já referido Plano de Ação Territorial, que planifique e calendarize as ações a executar por cada um dos atores e que constitua “um compromisso transparente e escrutinável”. 

Uma ideia defendida também por Victor Gonçalves, do PSD, que se mostrou a favor, como tinha já feito em ocasiões anteriores, da execução desse plano.