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Recuperação à vista no setor da construção e do imobiliário, alerta CPCI

Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), mostra-se otimista quanto ao futuro do setor, que após 12 anos de crise parece estar a recuperar. “Nos últimos cinco anos foi a atividade mais penalizada. As empresas não tiveram outro remédio a não ser procurar no exterior a compensação da quebra brutal que tiveram, que atingiu os 44%. O setor perdeu 26 mil empresas e 255 mil trabalhadores e teve de apostar na internacionalização”, diz ao idealista News.

Segundo o responsável, que marcou presença no Fórum da Lusofonia na Construção, Imobiliário e Segurança, realizado esta terça-feira na Tektónica - Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, “as empresas portuguesas do setor estão altamente cotadas” no exterior. “A internacionalização, o volume de negócios das empresas portuguesas no estrangeiro, representava 460 milhões de euros há 12 anos, mas em 2013 representou 9,2 mil milhões. Ou seja, o crescimento médio anual foi de 29,8%”, revela Reis Campos. 

Outra das formas de fintar a crise é apostar na reabilitação urbana, um segmento que “começa a ganhar o seu espaço” no mercado e que será um dos caminhos a seguir, conta o líder da CPCI, frisando que “2013 foi de longe o culminar de uma crise que foi muito acentuada”. 

De acordo com Reis Campos, “no último trimestre do ano passado e no primeiro deste ano” o Governo começou a reconhecer a importância que o setor da construção e do imobiliário assumem rumo à recuperação económica. “Em 2013, as insolvências decresceram 20% face a 2012. Os valores do ano passado são menos negativos e, ao mesmo tempo, começam a perspetivar-se mais encomendas, mais reabilitação urbana e mais investimento público, o que deixa antever que os próximos anos sejam mais positivos”, conclui.