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Quase 2.000 imóveis entregues aos bancos até setembro

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Autor: Redação

Nos primeiros nove meses do ano, as famílias e os promotores imobiliários viram-se forçados a entregar aos bancos 1.933 imóveis, por dificuldades em cumprir com o pagamento dos empréstimos concedidos. Trata-se de um aumento de 4,5% face ao período homólogo. A maioria destes imóveis vai depois a leilão, mas esta modalidade também está a perder fulgor. Em causa estão dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP). 

Segundo o Diário Económico, os bancos estão a fazer menos leilões este ano. É assim, por exemplo, no Santander e no Millennium bcp. Fonte do BCP revelou que os leilões representaram 17% das vendas em 2013 e que este ano o valor deve descer para os 5%. 

Já no Santander, apenas “um quarto das vendas de imóveis tem sido feita através de leilões”, adiantou fonte do banco. Em 2012 e 2103 foram vendidos cerca de 1.500 imóveis por ano e em 2014 está prevista a venda de, no máximo, 1.300 imóveis. 

A Caixa Geral de Depósitos também tenta “desfazer-se” dos imóveis que tem em carteira através de leilões. Só este fim de semana foram à praça 177 casas, mas apenas foram vendidas 24. 

Também as entidades públicas promovem leilões para tentar escoar imóveis. De acordo com o Diário Económico, só este ano já foram vendidos 2.795 imóveis colocados em leilão pelas Finanças por dívidas fiscais que levaram à penhora de bens. Em 2013 tinham sido 3.723 imóveis e no ano anterior 4.844.

No caso dos imóveis da Segurança Social, o primeiro leilão lançado este ano rendeu aos cofres do Estado 6,9 milhões de euros.