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Investimento imobiliário estrangeiro ajuda Lisboa a recuperar da crise

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Autor: Redação

Lisboa é a cidade da moda. A capital portuguesa ganhou direito a ser notícia na comunicação social estrangeira, sendo referenciada constantemente como cidade acolhedora, simpática, bonita, barata e… ideal para quem quer investir, nomeadamente no setor imobiliário. Desta vez foi o conceituado Financial Times (FT) a dedicar um extenso artigo a Lisboa. No mesmo refere-se que a cidade está a recuperar da crise graças ao investimento estrangeiro.   

“Comprar na cauda de um mercado que está em crescimento é a aspiração de qualquer investidor. Enquanto Portugal começa a sair da crise financeira dos últimos sete anos, alguns investidores consideram que a compra de imóveis em Lisboa é uma forma de realizar essa ambição”, lê-se no artigo, assinado por Trish Lorenz.

Segundo a publicação, que se apoia em números do Governo, o preço da habitação em Portugal aumentou 5,9% no segundo trimestre. E a especulação internacional no mercado imobiliário português está a crescer de forma rápida. Dados da consultora Jones Lang LaSalle concluem que o investimento estrangeiro no imobiliário nacional aumentou de 45% em 2012 para 70% em 2013

Um dos exemplos mencionados é a aposta na reabilitação urbana no centro da cidade, nomeadamente no Príncipe Real. Anthony Lanier, fundador da empresa de revitalização urbana EastBanc, com sede nos EUA, adiantou que a companhia já investiu 50 milhões de euros na aquisição de 20 imóveis nesta zona – uma das mais centrais da capital. 

O primeiro projeto residencial da empresa abrirá em novembro. Vai chamar-se Palácio Faria e terá seis apartamentos que terão entre 250 e 400 metros quadrados (m2). Segundo a publicação, os imóveis vão custar mais que 1.5 milhões de euros. “Em Lisboa, os preços ainda são muito favoráveis. É possível comprar em localizações ‘prime’, o que não acontece noutras capitas europeias”, disse Lanier.

Uma opinião, de resto, partilhada por Luis Infante da Câmara, sócio da Lucas Fox, que é especializada no imobiliário espanhol, mas está agora a apostar no mercado português: “Conseguem-se encontrar imóveis que custa cerca de 3.000 euros por m2 em localizações ‘prime’, têm é de ser reabilitados. Por 5.000 euros por m2 é possível encontrar imóveis com muita qualidade nestas zonas”. 

O FT enaltece o facto de haver muitos investidores estrangeiros interessados no imobiliário português por causa dos benefícios existentes ao abrigo de dois mecanismos recentemente criados pelo Governo: o Programa de Autorização de Residência para Investimento (Vistos Gold/Golden Visa) e o Regime Fiscal para os Residentes Não Habituais. O primeiro atrai cidadãos extra-comunitários, que comprem imóveis superiores a 500.000 euros – sobretudo chineses, angolanos, russos e chineses –, e o segundo europeus, sobretudo franceses e ingleses.