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Lisboa: Juntas de Freguesia vão procurar casas no mercado de arrendamento para refugiados

Autor: Redação

As Juntas de Freguesia de Lisboa comprometeram-se a procurar casas no mercado imobiliário para disponibilizar a refugiados que se instalem na capital. Em causa estão casas para arrendar cuja renda será subsidiada, durante dois anos, pelas respetivas autarquias ou particulares.

Trata-se de uma ideia que partiu da presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Helena Roseta, e que foi bem recebida pelos representantes das 24 freguesias e pelos partidos com assento na AML, que terça-feira (dia 22) se reuniram no âmbito do grupo de trabalho de apoio aos refugiados na cidade.

A minha proposta foi aceite [...] no sentido de procurarmos alternativas de alojamento para o período de dois anos, sobretudo para famílias que venham, no sentido de não estarmos a retirar alojamento à habitação municipal que temos grandes carências em Lisboa. Há muitas famílias pobres em Lisboa à espera de casas da câmara e não seria correto estarmos a passar [refugiados] à frente”, disse Helena Roseta, em declarações aos jornalistas.

Citada pela Lusa, a responsável adiantou que ficou claro “não só a unanimidade de todos relativamente à disponibilidade para acolher quem vem” como também a “disponibilidade das juntas [de freguesia] colocarem ao serviço das pessoas que virão os serviços [sociais] que já têm”.

As freguesias vão agora fazer um levantamento de “dois ou três fogos” disponíveis em cada zona para atribuir a refugiados, tendo a colaboração da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), escreve a Lusa.

De referir que os ministros do Interior dos 28 Estados membros da União Europeia (UE) aprovaram por uma ampla maioria a distribuição entre eles de 120.000 refugiados, anunciou a presidência luxemburguesa da UE no Twitter.

Portugal deverá receber entre 4.500 a 5.000 refugiados, revelou a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues. Destes, cerca de 500 devem vir para Lisboa.