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Lisboa: venda de casas no Chiado, Bairro Alto, Príncipe Real e Santa Catarina valeu 91,9 milhões

Autor: Redação

As transações de imobiliário residencial no eixo composto pelos bairros do Chiado, Bairro Alto, Príncipe Real e Santa Catarina, no Centro Histórico de Lisboa, ascenderam no ano passado a 91,9 milhões de euros. Estas zonas da capital concentraram 37% dos 250,3 milhões de euros investidos neste segmento nestes bairros da cidade.

Segundo dados da Confidencial Imobiliário (Ci), divulgados no âmbito do SIR-Reabilitação Urbana, 28% das transações foram realizadas nos bairros de São Paulo, Santos, 24 de Julho e Bica, com as vendas de casas a ascenderem a 71,2 milhões de euros.

“Segue-se o eixo constituído por Alfama, Mouraria e Sé, onde as vendas de casas em 2016 ascenderam a 29,9 milhões de euros, com um peso de cerca de 12% do total investido em habitação no Centro Histórico. A Baixa Pombalina registou 10% do investimento, no total de 23 milhões de euros, enquanto o eixo Avenida da Liberdade, Barata Salgueiro e Glória concentrou cerca de 9% do volume transacionado em habitação no Centro Histórico, com 22,4 milhões de euros”, lê-se no comunicado enviado pela Ci.

No que diz respeito aos preços, o valor médio de venda mais caro foi verificado no bairro de São Paulo (5.653 euros por m2). No segmento de luxo, as casas mais caras situam-se na Avenida da Liberdade e no Chiado, com preços acima de 11.000 euros por m2 e 10.000 euros por m2, respetivamente.

“A dinamização de valorização do Centro Histórico é muito diversificada localmente, sendo possível verificar níveis de preços muito distintos bairro a bairro e gama a gama. Destacam-se alguns setores tradicionalmente mais caros, como o Chiado ou a Avenida da Liberdade, mas observamos atualmente ao emergir de outros bairros com menor tradição neste posicionamento, como é o caso de São Paulo”, disse Ricardo Guimarães, diretor da Ci.