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Comprar um apartamento reabilitado em Lisboa chega a custar mais 12,3% que há um ano

Uma casa reabilitada na Baixa custa em média 6.367 euros por m2. / Pixabay
Uma casa reabilitada na Baixa custa em média 6.367 euros por m2. / Pixabay
Autor: Redação

As zonas da Baixa-Chiado e da Avenida da Liberdade continuam a ser as mais caras  para comprar casas (apartamentos) em Lisboa, que foram reabilitadas, com o valor médio da oferta a ser de 6.367 euros por m2, mais 8,7% que em 2016. Ainda assim, foi no eixo Estrela-Campo de Ourique que os preços mais aumentaram num ano: 12,3%, para 4.958 euros por m2.

No caso das Avenidas Novas, os preços médios dos apartamentos reabilitados em oferta subiram cerca de 6,6% em 2017 face a 2016, para 5.514 euros por m2, enquanto no eixo Arroios-São Vicente-Penha de França a subida foi de 4,7%, para 4.721 euros por m2.

Em causa estão dados que constam no estudo “Reabilitação para Uso Residencial em Lisboa|2017”, da Prime Yield, sendo que as primeiras conclusões do mesmo foram apresentadas esta quinta-feira (dia 6) em Londres por Nelson Rêgo, CEO da empresa.

“Apesar de observarmos valorizações em termos médios na ordem dos 5% a 12%, existem produtos nas diversas zonas que apresentam subidas dos preços de oferta bastante mais expressivas de entre 15% a 25%. São os casos dos apartamentos T0 nas zonas históricas, com uma subida anual de 20%, dos T2 na zona da Estrela-Campo de Ourique (25%) e dos T2 na zona das Avenidas Novas (15%)”, adiantou Nelson Rêgo em comunicado.

No que diz respeito ao principal destino de investimento para reabilitação urbana, as zonas históricas são as mais procuradas, concentrando em 2017 cerca de 70% da oferta em comercialização na cidade. As restantes três zonas analisadas apresentaram, cada uma, pesos em torno dos 10%.

De referir ainda que as tipologias T1 e T2 são as mais comuns nos projetos de reabilitação urbana para uso residencial, concentrando, nas quatro zonas, mais de metade da oferta em comercialização.

Segundo a amostra em causa – 1.465 apartamentos integrados em projetos de reabilitação em fase de comercialização nas quatro zonas da cidade –, a maioria dos projetos dirige-se aos segmentos médio-alto e alto. E mais: a maioria desta oferta encontra-se já em fase de construção e cerca de 65% do stock estará já comercializado.

“O segmento alto deve manter-se como o principal foco de investimento de reabilitação para habitação em Lisboa, incentivado por uma procura que se mantém forte quer para a primeira quer para segunda residência, como também para a obtenção de rendimento, colocando o imóvel posteriormente em regime de arrendamento de curta duração. Os estrangeiros, principalmente chineses, franceses e brasileiros, continuam a ser uma franja muito ativa desta procura, mas também os portugueses têm vindo a ganhar expressão, num mercado em que a aquisição está a fazer-se cada vez mais durante a fase de projeto”, conclui Nelson Rêgo.