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Alojamento Local: “Feitas 3.500 legalizações entre maio e julho”, diz presidente da ALEP

Eduardo Miranda, presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) / ALEP
Eduardo Miranda, presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) / ALEP
Autor: Redação

A Alojamento Local (AL) está na ordem do dia. Para Eduardo Miranda, presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), o negócio do arrendamento de casas de curta duração a turistas não é a galinha dos ovos de ouro que muitas pessoas julgam ser. O responsável adiantou que em três meses, entre maio e julho, foram feitas 3.500 legalizações de imóveis.

Estimamos que foram feitas 3.500 legalizações entre o final de maio até ao final de julho. Foi a maior ação de sempre de legalização do AL. O ritmo de crescimento [dos registos] nos primeiros três ou quatro meses era quase igual ao do ano passado. E de repente, a partir de maio, quando é anunciada esta obrigatoriedade e as plataformas começaram a pedir, os registos passaram de 10% para 77%. Ainda assim é fácil de verificar que a oferta continua a ser superior ao número de registos. Em Lisboa e Porto temos isso mais ou menos calculado, no Algarve é que é mais difícil. Lisboa e Porto andavam entre os 19% e os 22% antes da legalização. Agora deu um salto grande”, revelou o líder da ALEP, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Segundo Eduardo Miranda, com todo o trabalho que está a ser feito será “fácil verificar se há duplicações”. O responsável disse estimar que o AL represente 40% da oferta turística e 30% das dormidas em Portugal.

Lisboa está, no entanto, no centro das atenções. De acordo com o presidente da ALEP, “há AL em 1.390 freguesias e todo o debate está circunscrito a quatro ou cinco”. “E as propostas que estão no Parlamento estão a visar apenas estas freguesias, esquecendo todas as outras. Temos transmitido aos partidos que estão a tratar de aspetos distintos: os desequilíbrios que se observem têm de ser tratados com soluções locais e não com receitas nacionais. Se as propostas [dos partidos] forem discutidas sob pressão e num contexto político precipitado, estão a correr o risco de destruir um setor fundamental da economia nacional”, explicou.