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Arrendar um quarto em Portugal é 8% mais caro que há um ano

Gtres
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Autor: Redação

Portugal é um país de proprietários, mas o mercado de arrendamento parece estar mais dinâmico, sobretudo entre os jovens. Os preços dos quartos, esses, também estão a subir. Segundo um estudo realizado pelo idealista, arrendar um quarto é hoje 8% mais caro que há um ano (face a agosto de 2016), com o preço médio mensal em Portugal a fixar-se nos 238 euros.

O estudo permitiu ainda concluir que o interesse despertado pelo arrendamento de quartos quintuplicou o número de pesquisas realizadas no último ano, pelo que há cada vez mais procura neste segmento de mercado.

Os maiores aumentos de rendas aconteceram nos principais distritos do país: a maior subida anual (15,2%) deu-se no Porto e seguem-se na lista Lisboa (14%) e Coimbra (6%).

É na capital que se encontram os quartos para arrendar mais caros, com um custo médio mensal de 308 euros mensais. Um valor superior ao verificado no Porto (242 euros por mês) e em Setúbal (222 euros). Por outro lado, os distritos mais acessíveis para arrendar um quarto são Santarém (185 euros), Coimbra (183 euros) e Leiria (169 euros).  

Perfil dos arrendatários

No que diz respeito ao perfil dos inquilinos que optam por partilhar casa, ou seja, que preferem arrendar apenas um quarto e não uma casa, falamos de pessoas com 33 anos que vivem no centro de grandes cidades. Por norma não fumam (apesar de tolerantes com quem fuma) e não têm e nem permitem animais de estimação.

De acordo com o estudo do idealista, a idade média dos habitantes de uma casa partilhada varia em função da zona geográfica, sendo Santarém e Setúbal os distritos com a média mais alta: rondam os 37 anos (nos dois casos). Em Lisboa a média de idades é de 36 anos enquanto no Porto é de apenas 30 anos. Já Coimbra, uma cidade tradicionalmente estudantil, apresenta uma média de idades mais baixa (28 anos).

De referir ainda que em 84% das casas onde é possível arrendar um quarto convivem ambos os sexos. Em 13% vivem apenas mulheres e em 3% exclusivamente homens.

Não são só os estudantes que partilham casa

Os dados publicados no relatório revelam ainda que o arrendamento de quartos deixou de ser uma opção habitacional apenas para estudantes, convertendo-se também na opção eleita por jovens nos seus primeiros anos no mercado de trabalho e em alguns casos até mais tarde.

Um cenário que se deve ao facto de ser cada vez mais difícil e caro, nomeadamente para pessoas solteiras ou separadas, arrendar casa numa grande cidade portuguesa. Ou seja, arrendar um quarto acaba por ser uma alternativa mais vantajosa.

Por outro lado, partilhar casa continua a ser um estímulo para muitos jovens com vontade de serem independentes e sair de casa dos pais, uma tendência que deve aumentar nos próximos anos.  

O idealista tornou-se uma referência para quem procura partilhar casa, tanto pela facilidade de utilização como pela qualidade da informação. A opção disponibilizada pelo portal de procurar um companheiro de casa para iniciar com ele o processo de pesquisa de um alojamento tem grande sucesso entre os utilizadores portugueses e estrangeiros que se deslocam ao nosso país e que pretendem encontram um quarto desde os seus locais de origem.

De referir que para a realização do estudo em causa foram considerados só os distritos com uma base estável no idealista durante o período analisado e com um número mínimo de 50 anúncios por distrito. Em Leiria, Santarém e Setúbal não foi possível definir a variação anual por falta de dados referentes a 2016.