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Franceses e brasileiros destacaram-se no mercado imobiliário nacional em 2017

Autor: Redação

O mercado imobiliário português é cada vez mais interessante para os estrangeiros, sobretudo para os brasileiros e franceses. Os dados revelados pelas mediadoras imobiliárias e pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) confirmam esta tendência. 

Segundo João Pedro Pereira, membro da Comissão Executiva da ERA, a mediadora vendeu no ano passado cerca de 1.300 imóveis a estrangeiros, o que representa 6% da faturação total nacional da empresa. “No entanto, em regiões como Lisboa, Porto e Algarve o mercado de compradores estrangeiros representou até aproximadamente 15% da faturação destas localizações”, acrescentou o responsável, citado pela Lusa.

Franceses, britânicos, brasileiros e alemães foram os estrangeiros mais ativos no mercado nacional. Gastaram em média 210.000 euros por imóvel, sendo que as tipologias mais requisitadas foram T2 e T3.

Já a APEMIP revelou que “o investimento estrangeiro para compra de habitação em Portugal teve uma representatividade na ordem dos 20%”, com os brasileiros a aproximarem-se dos franceses na liderança do ranking dos maiores compradores de imóveis em Portugal. 

No caso da Remax, foi registado em 2017 um crescimento no investimento estrangeiro de quase 23%, sendo que os brasileiros e os franceses são os que mais investem em território nacional: representam cerca de 5% do volume total de transações da rede imobiliária, escreve a Lusa. 

Lisboa e Faro foram os distritos preferidos dos compradores internacionais no ano passado, de acordo com dados da medidora, e as tipologias mais procuradas foram T2 e T3 até 400.000 euros.

Uma nota: os clientes brasileiros mantiveram pelo terceiro ano consecutivo a liderança (2,24% em 2015, 2,50% em 2016 e 3% em 2017) e representaram, em 2017, cerca de 23% dos negócios entre os investidores estrangeiros. Seguem-se os franceses e os chineses, por esta ordem.

Já na Century 21 Portugal, as vendas a cidadãos internacionais representaram cerca de 19% do total das transações da rede. Subiram 9% em 2017, para as 2.087.

A maioria das transações realizadas por estrangeiros (mais de 50%) foi feita por franceses. Seguem-se na lista os brasileiros (16%) e os chineses (13,2%). No que diz respeito às zonas mais procuradas pelos clientes internacionais, foram Lisboa, Cascais, Porto, Algarve e Costa de Prata. Também o Alentejo a região de Setúbal começam a despertar cada vez mais interesse, adiantou a mediadora.