Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Imobiliário cresceu em volume e preços em 2017. E banca foi o principal financiador

Gtres
Gtres
Autor: Redação

O mercado imobiliário em Portugal registou um aumento do volume e dos preços de venda em 2017, tendo sido a banca o principal financiador nas aquisições de imóveis na estratégia de investimento. Esta é uma das conclusões do estudo da Deloitte “Portuguese Real Estate Investment Survey”.  

Segundo a Lusa, que se apoia em dados do relatório, as subidas de volume e de preços registaram-se sobretudo nos setores residencial, comércio/serviços e hoteleiro. “Após um início de ano com taxas de rentabilidade em tendência decrescente” houve uma maior estabilização nos quatro setores, lê-se no documento.

Na estratégia de investimento, os “value added” (valor acrescentado) demonstraram ser os “ativos com maior potencial”, seguindo-se os ativos “core” (principais), “ainda que com tendência decrescente”. 

Além da informação de que a banca (50%) foi a principal fonte de financiamento para aquisições de imobiliário – a origem do capital foi maioritariamente europeia (69%) –, o estudo conclui que “os Fundos Soberanos (50%) são identificados como os principais compradores de imobiliário em Portugal”. Também neste caso a origem do capital é sobretudo europeia (80%).

Já em termos de desinvestimento a estratégia dos inquiridos passa por alienar ativos ‘Core’ (50%). “Perceciona-se, por parte dos inquiridos, maior dificuldade na captação de investidores para a aquisição dos ativos”, refere o estudo da Deloitte. 

Para o primeiro trimestre de 2018, é esperado “um aumento do volume e dos preços de transação nos setores residencial (80%), comércio/serviços (100%) e hoteleiro (90%)”. 

No que diz respeito às taxas de rentabilidade previstas para os primeiros três meses deste ano, devem manter-se nos quatro setores em análise, embora no caso do setor residencial se possa assistir “a uma estagnação ou ligeira redução das mesmas”.
Participaram nesta edição sociedades gestoras de fundos imobiliários, fundos imobiliários, bancos, seguradoras e Private Equity, entre outras empresas. As respostas foram recolhidas durante o ano de 2017.