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Fidelidade quer entrar no programa de rendas acessíveis

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Autor: Redação

A Fidelidade está a alienar vários ativos imobiliários – mais concretamente um terço do seu património. No entanto, a seguradora mostra-se disponível para investir no mercado de arrendamento urbano, nomeadamente no Programa de Arrendamento Acessível, se houver incentivos.

“A companhia é e pretende continuar a ser um grande investidor imobiliário”, disse um porta-voz da Fidelidade, citado pelo Dinheiro Vivo. A seguradora “aguarda que sejam tornados públicos os novos instrumentos de apoio à habitação que o Governo anunciou para o final de abril, para poder reforçar a sua presença no mercado de arrendamento, nomeadamente através do Programa de Arrendamento Acessível”, adiantou.

O programa em causa prevê a isenção de tributação dos rendimentos prediais decorrentes dos contratos abrangidos. As novas medidas do pacote da Nova Geração de Políticas de Habitação deverão ser conhecidas na semana do 25 de abril, anunciou o primeiro-ministro António Costa no último debate quinzenal.

A Fidelidade tem estado na ordem do dia. Um conjunto de moradores de Santo António dos Cavaleiros, em Loures, veio alertar a Junta de Freguesia local e respetiva Câmara Municipal para o facto de estarem a ser notificados pela seguradora de que os seus contratos de arrendamento não iriam ser renovados e que teriam 120 dias para entregar as chaves do imóvel. Em causa poderão estar vários despejos em três prédios residenciais. Um cenário que está a preocupar a deputada e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) Helena Roseta, para quem o negócio é uma “bomba-relógio”.