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Arrendar quarto em Portugal custa em média 254 euros por mês, mais 6,7% que há um ano

Gtres
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Autor: Redação

A procura por quartos para arrendar em Portugal disparou no último ano, tendo o número de pesquisas realizadas duplicado. A acompanhar este crescimento estão os preços, já que arrendar um quarto custa em agosto deste ano, em média, 254 euros, mais 6,7% que no mesmo mês de 2017. Em causa estão dados do relatório anual de arrendamento de quartos realizado pelo idealista. 

Foi nos principais distritos que se registaram os maiores aumentos. Setúbal lidera a lista, com os preços a subirem 9,9%, sendo o top cinco composto por Porto (8%), Leiria (6,7%), Lisboa (4,9%) e Coimbra (3,7%). Santarém foi o único distrito que apresentou uma descida no preço de arrendamento de quartos, de 8,4%. 

Como seria de prever, é em Lisboa que é mais caro arrendar um quarto: custa em média, em agosto, 323 euros. Seguem-se no ranking Porto (261 euros), Setúbal (244 euros) e Braga (196 euros).

Já os distritos mais económicos para arrendar um quarto são, por esta ordem, Santarém (169 euros por mês), Leiria (180 euros) e Coimbra (190 euros).

Qual é o perfil de quem partilha casa?

As pessoas que optam por partilhar casa em Portugal têm em média 33 anos, vivem no centro das grandes cidades, não fumam (apesar de serem tolerantes com quem fuma) e não têm animais de estimação. 

É em Setúbal e Santarém que há inquilinos mais velhos a arrendar quartos, com a média de idades a rondar entre os 37 e os 34 anos, respetivamente. Já em Leiria a média desce para 31 anos enquanto em Lisboa, Porto e Braga a média é de 33 anos. Na cauda da tabela encontra-se Coimbra, com uma média de idades de 27 anos.

Por género, de referir que na maioria das casas (em 79%) convivem ambos os sexos, sendo que em 15,8% dos imóveis vivem apenas mulheres e em 5,1% só homens.

O estudo permite ainda concluir que o arrendamento de quartos deixou de ser uma opção habitacional apenas para estudantes, convertendo-se também na opção eleita por jovens recém-licenciados e que começaram a trabalhar recentemente – em alguns casos até já trabalham há algum tempo. 

Uma situação que se deve ao facto de ser cada vez mais caro comprar ou arrendar casa em Portugal, o que leva muitas pessoas solteiras ou separadas a optar por arrendar um quarto.

Por outro lado, partilhar casa continua a ser um estímulo para muitos jovens com vontade de serem independentes e de sair da casa dos pais, uma tendência que deverá aumentar nos próximos anos.  

Para a realização deste estudo foram considerados apenas os distritos com uma base estável no idealista durante o período analisado e com um número mínimo de 50 anúncios por distrito. Para o distrito de Braga não foi possível definir a variação anual por falta de dados referentes a 2017.