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Mais-valia da venda da Feira Popular de Lisboa reinvestida em casas com rendas acessíveis

Autor: Redação

A Câmara de Lisboa conseguiu vender os terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, por um valor superior ao esperado. A Fidelidade pagou 274 milhões à autarquia, mais 85,5 milhões do que o preço-base. O presidente da autarquia, Fernando Medina, já veio dizer que vai utilizar o dinheiro para investir em habitação a custos acessíveis.

“O resultado desta hasta de hoje (dia 12 de dezembro de 2018), ao ter superado as nossas expectativas, vai fazer com que nós tomemos desde já uma decisão, a decisão de promovermos uma alteração ao orçamento do município, para que a receita a mais que hoje o município consegue seja integralmente afeta à habitação para as classes médias”, disse o autarca, citado pela Lusa, no final do leilão.

Medina adiantou os planos da câmara, que pretende que esta receita “extra” venha a ser aplicada na construção de casas para “as classes médias, para os jovens, para as famílias trabalhadoras, com filhos, que têm hoje dificuldade em encontrar essa casa”, e com rendas “que verdadeiramente as pessoas podem pagar”.

O autarca assinalou que aquele foi “um dia de grande importância para a cidade de Lisboa e também um dia de felicidade para toda a equipa”, acreditando ter resolvido um problema que “há mais de 15 anos afligia a capital”.

Esta foi a quarta vez que a autarquia tentou vender os terrenos este ano. Depois de várias tentativas frustradas, a Fidelidade Property Europe comprou todos os lotes que integravam a hasta pública de Entrecampos, num total de 274 milhões de euros. A câmara só esperava encaixar 188,4 milhões, mas arrecadou quase mais 86 milhões que o esperado.